Festa junina e animais: por que as bombinhas são o terror dos pets?

Barulhos intensos podem causar desde ataques de pânico até problemas cardíacos em animais domésticos, alertam veterinários.

BRASIL – Enquanto os humanos se divertem com as tradicionais bombinhas juninas, cães, gatos e outros animais domésticos enfrentam dias de verdadeiro terror. O barulho intenso e imprevisível desses artefatos pode desencadear crises de ansiedade, pânico e até problemas de saúde graves nos pets. Especialistas alertam que o que parece uma brincadeira inofensiva pode ser extremamente traumático para os animais, que possuem sentidos muito mais apurados que os nossos.

A audição canina, por exemplo, é quatro vezes mais sensível que a humana, enquanto os gatos possuem ouvidos ainda mais aguçados. Quando expostos aos estampidos das bombinhas, muitos animais entram em estado de choque imediato. Os pets não associam o barulho à festa. Para eles, cada explosão é interpretada como uma ameaça real e desconhecida, levando a reações extremas de medo. É comum observar tremores incontroláveis, salivação excessiva, tentativas desesperadas de fuga e até comportamentos destrutivos como arranhar portas e móveis.

Riscos

Os riscos vão muito além do sofrimento psicológico momentâneo. Os estampidos podem causar taquicardia, aumento perigoso da pressão arterial e gastrite por estresse em animais mais sensíveis. Casos extremos já registraram convulsões em animais predispostos e até mortes por parada cardíaca, principalmente em pets idosos ou com problemas cardíacos pré-existentes. Muitos animais também desenvolvem traumas auditivos permanentes após exposição prolongada aos fogos.

Precauções

Para proteger os animais durante este período, veterinários recomendam algumas medidas essenciais. Manter os pets em ambientes fechados e o mais isolados acusticamente possível é o primeiro passo. Usar difusores de feromônios ou camisas de compressão especiais pode ajudar a acalmar os animais mais sensíveis. Criar barulhos ambientais com TV ou rádio ajuda a abafar os ruídos externos. Nos casos mais graves, vale consultar o veterinário sobre a possibilidade de usar ansiolíticos naturais ou medicamentosos.

Algumas cidades brasileiras já possuem leis que proíbem fogos de artifício com estampido, mas a fiscalização ainda é falha em muitas regiões. ONGs de proteção animal defendem campanhas mais intensivas por fogos silenciosos e maior conscientização sobre o impacto real desses artefatos na saúde dos pets.

Empatia

Assim como para humanos, existem alternativas seguras que podem manter o espírito festivo sem prejudicar os animais. Shows de luzes com LED, projeções de laser e o uso de confetes criam um clima igualmente divertido, mas completamente silencioso. Como afirma o protetor animal Ricardo Almeida, é perfeitamente possível manter as tradições juninas sem causar sofrimento aos animais – basta um pouco de criatividade e, principalmente, empatia.

Uma dica crucial para todos os tutores: durante todo o período junino, é essencial manter plaquinhas de identificação atualizadas na coleira dos pets. Muitos animais, em tentativas desesperadas de fuga do barulho, acabam se perdendo nas ruas. Essa simples medida pode ser a diferença entre reencontrar seu companheiro ou perdê-lo para sempre.

Esta informação precisa ser amplamente compartilhada porque muitos donos não percebem a dimensão do sofrimento causado aos animais. Como os pets não podem verbalizar sua dor, cabe a nós humanos sermos sua voz e proteger seu bem-estar. Afinal, uma festa verdadeiramente feliz é aquela onde todos os membros da família – humanos e não humanos – podem desfrutar com segurança e tranquilidade.

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