Filha confessa homicídio da mãe a facadas em Guapó, na Região Metropolitana de Goiânia

A suspeita, identificada como Karem Murielly de Jesus Oliveira, ligou para uma prima e relatou o homicídio, conforme a Polícia Militar e a Polícia Civil.

BRASIL – Uma mulher de 34 anos é suspeita de matar a própria mãe a golpes de faca e confessou que só interrompeu as agressões quando se sentiu cansada. O crime ocorreu após discussão familiar e terminou com a morte de Maria de Lourdes, em Guapó, na Região Metropolitana de Goiânia, no último domingo (25). A suspeita, identificada como Karem Murielly de Jesus Oliveira, ligou para uma prima e relatou o homicídio, conforme a Polícia Militar e a Polícia Civil.

Em depoimento à Polícia Civil, Karem informou que desferiu pelo menos nove facadas contra a mãe. O delegado responsável pelo caso, André Veloso, explicou que o laudo pericial ainda vai confirmar a quantidade exata de golpes. Segundo a investigação, a prima telefonou para a suspeita na manhã do dia 25 e ouviu dela que havia matado a mãe e que seguiria para Minas Gerais com a filha de 5 anos.

No relato prestado à polícia, Karem disse que a mãe amarrou o cabelo da neta para fazer um corte e que ela não aceitou essa atitude. A suspeita declarou ainda que a mãe teria ingerido remédio de rato para atentar contra a própria vida e a chamou para prestar socorro. Ela contou que explicou à mãe que o produto não causaria morte imediata e afirmou que, em seguida, Maria de Lourdes atingiu o pé dela com uma facada.

A suspeita relatou que a filha de 5 anos pegou a faca e entregou a ela, para que matasse a vítima. No depoimento, Karem afirmou que matou a mãe porque quis e que não tinha amor por ela. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime e apura se a ação ocorreu na presença da criança, que é neta da vítima e filha da autora. A suspeita permanece presa enquanto o inquérito segue em andamento.

Conforme o delegado André Veloso, Maria de Lourdes já havia solicitado medida protetiva contra a filha em momento anterior. Após reconciliação familiar, a vítima pediu ao Poder Judiciário a revogação da medida, o que permitiu a retomada do convívio entre as duas. O delegado informou que mãe e filha viviam em situação de conflito e que há indicação de que o homicídio ocorreu diante da neta. No interrogatório, segundo ele, a suspeita não demonstrou arrependimento.

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