BRASIL – Dois jovens foram encontrados mortos e decapitados na noite deste domingo (18), nos fundos da fábrica da Ambev, na região do km 32 de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, em área próxima ao Max Shopping, no Jardim Guandu, conhecida também como Comunidade Beira do Rio. Os corpos apareceram em local isolado, com sinais de extrema violência e mutilações, o que levou as autoridades a tratarem o caso como execução com requintes de crueldade.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 22h e isolou o ponto onde as vítimas foram localizadas para o trabalho da perícia. Até o momento, não houve divulgação oficial das identidades dos dois jovens. As condições em que os corpos foram encontrados sugerem que os autores quiseram enviar uma mensagem de intimidação a rivais ou à própria população do entorno.
Moradores relatam que a área do km 32 enfrenta, há semanas, clima de tensão por causa de disputa entre grupos ligados ao tráfico de drogas e milícias. Há histórico de confrontos armados, ameaças e uso de áreas isoladas como ponto de desova de corpos. Por causa desse cenário, muitas pessoas evitam circular pela região à noite e cobram reforço do patrulhamento policial.
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense assumiu a investigação e classifica o caso como duplo homicídio qualificado, com motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas. Equipes buscam imagens de câmeras de segurança instaladas em imóveis e na própria Ambev, além de depoimentos de moradores, para tentar identificar quem deixou os corpos no local e em que circunstâncias isso ocorreu.
As autoridades também avaliam fotografias e vídeos que circulam em redes sociais e aplicativos de mensagens, nos quais aparecem os corpos mutilados da dupla. Esses materiais reforçam o caráter de recado criminoso associado ao crime, mas exigem cuidado no compartilhamento, por causa do conteúdo sensível. A polícia afirma que investigações sobre disputas territoriais seguem sob sigilo e pede que informações sejam repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.





