Influenciadora que se apresenta como mentora de beleza é levada à delegacia em operação contra quadrilha das canetas emagrecedoras

A ação ocorreu na manhã desta quarta-feira (14), durante a Operação Mirakel – 2ª Fase.

BRASIL – Uma influenciadora que se apresenta nas redes sociais como mentora de profissionais da área da beleza foi conduzida para prestar depoimento durante uma operação policial contra a chamada “quadrilha das canetas emagrecedoras”, em Salvador.

A mulher, identificada como Claudiane (ou Claudiana) Rocha da Silva Freitas, acumula milhares de seguidores e oferece mentorias e conteúdos voltados para empreendedoras da beleza. Ela teria ligação com um grupo suspeito de furtar e revender canetas emagrecedoras na capital baiana. A ação ocorreu na manhã desta quarta-feira (14), durante a Operação Mirakel – 2ª Fase.

A investigada foi conduzida à delegacia após o cumprimento de mandado de busca. A polícia aponta que ela aproveitaria a visibilidade como mentora e blogueira para divulgar, de forma intensa, o uso e o fracionamento das canetas emagrecedoras, oferecendo tratamentos em redes sociais e possivelmente atraindo clientes para o esquema ilegal.

A Operação Mirakel mira uma quadrilha suspeita de furto, roubo, receptação e comercialização irregular de canetas emagrecedoras subtraídas de farmácias e outros estabelecimentos. Em fases anteriores, a polícia já havia apreendido itens associados ao grupo, como mochila de entrega por aplicativo, capa de chuva e casaco identificados em imagens de câmeras de segurança, além de produtos de higiene com indícios de furto.

De acordo com a investigação, as canetas emagrecedoras seriam revendidas sem autorização da Anvisa, o que configura risco à saúde pública e crime na área de consumo de medicamentos. A operação também se conecta a um contexto mais amplo de ações policiais e da Polícia Federal contra quadrilhas especializadas na venda clandestina de canetas e ampolas emagrecedoras em diferentes estados.

A polícia informa que, no caso da mentora de beleza, houve cumprimento de mandado de busca e condução para esclarecimentos, sem divulgação oficial de mandado de prisão anterior contra ela. A participação da influenciadora é apurada como semelhante à de outros investigados que usariam redes sociais para fazer propaganda, dar supostas orientações de uso e impulsionar o comércio irregular dos produtos.

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