BRASIL – Um homem invadiu a residência de uma jovem de 20 anos e desferiu ao menos 15 golpes de faca contra ela depois que a vítima recusou o seu pedido de namoro, na noite de sexta-feira (6), em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. O agressor fugiu do local após a mãe da vítima intervir no ataque. A polícia decretou a prisão preventiva dele sem prazo determinado.
Alana Anísio Rosa, a vítima do ataque, está internada em estado grave com coma induzido na unidade de saúde. Luiz Felipe Sampaio, de 22 anos e suspeito do crime, conheceu Alana em uma academia local da região. Ele enviou flores e chocolates de forma anônima antes de fazer a declaração pelas redes sociais.
Alana agradeceu pela gentileza, mas recusou o compromisso porque focava nos estudos e no vestibular de medicina. Sampaio passou a persegui-la, conforme relatos de testemunhas que observaram o comportamento. Na quinta-feira (5), ele apareceu na casa dela, mas recuou após os latidos do cachorro da família alertarem os moradores.
Na sexta-feira (6), Luiz Felipe invadiu a residência enquanto Alana descansava no sofá da sala. A mãe, Jaderluce Oliveira, chegou em casa por volta das 18h devido a uma mudança na rotina de trabalho com a condução escolar. Ela interrompeu a agressão ao encontrar a filha já desacordada, com cortes profundos no rosto e no peito.
Jaderluce levou Alana de carro até o hospital mais próximo na região. A vítima chegou à unidade de saúde em estado desacordado e com múltiplas lesões. A mãe publicou um vídeo nas redes sociais em que pede justiça pela filha e por outras mulheres vítimas de assédio persistente.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou a perseguição prévia ao crime por meio de depoimentos e provas coletadas. Luiz Felipe fugiu inicialmente do local, mas a polícia o capturou em seguida durante as buscas na área. Ele não constituiu advogado particular e seguiu para o sistema prisional após a audiência de custódia no judiciário.
O juiz destacou a gravidade e a violência do ato na decisão que determinou a prisão preventiva do suspeito. O Instituto de Segurança Pública do Rio registrou 107 feminicídios em 2024, conforme a 20ª edição do Dossiê Mulher Brasileira. Mais de 60% das vítimas morreram pelas mãos de um companheiro ou ex-companheiro atual ou passado.
Testemunhas relataram os presentes anônimos enviados desde o ano passado para Alana na região de São Gonçalo. Ela sugeriu uma amizade a Luiz Felipe após a recusa inicial do pedido de namoro. Ele escalou as ações de perseguição até invadir a casa da vítima no bairro.




