BRASIL – A prisão do influenciador paraibano Hytalo Santos e do marido Israel Natã Vicente permanece em vigor após o Tribunal de Justiça da Paraíba negar pedido de liminar em habeas corpus apresentado pela defesa do casal. A solicitação buscava a soltura imediata dos dois, presos desde agosto de 2025 sob acusação de exploração sexual de adolescentes em conteúdos produzidos para redes sociais. A decisão que manteve a prisão foi assinada pelo desembargador João Benedito, integrante da Câmara Criminal do TJPB, nesta segunda-feira (12).
Conforme o Tribunal de Justiça, o habeas corpus continua em tramitação e a liminar negada representa apenas a recusa a uma decisão provisória de soltura. O mérito do pedido ainda será analisado por um colegiado de desembargadores da Câmara Criminal, sem data definida para julgamento. Até essa apreciação, Hytalo Santos e Israel Natã seguem presos na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, o Presídio do Róger, em João Pessoa, para onde foram transferidos após a prisão em São Paulo.
A defesa do casal argumentou, no pedido mais recente, que a Justiça Federal deveria julgar o caso e insistiu na tese de incompetência da Justiça estadual, além de pedir a substituição da prisão por medidas cautelares. O magistrado rejeitou esses pontos em caráter liminar e destacou que questões sobre competência e outros aspectos do processo precisam ser avaliados pelo colegiado, sob risco de antecipação do julgamento final. Pedidos anteriores de liberdade para Hytalo e Israel já tinham sido negados tanto pelo Tribunal de Justiça da Paraíba quanto por instâncias superiores, como o Superior Tribunal de Justiça.
Hytalo Santos e o marido foram presos em agosto de 2025 em uma casa em Carapicuíba, na Grande São Paulo, durante operação que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão. O influenciador responde a investigações e ações por exploração sexual de adolescentes, exposição de menores a conteúdos com conotação sexual e produção de material considerado pornográfico, além de suspeitas de tráfico de pessoas e trabalho infantil, em processos acompanhados pelo Ministério Público da Paraíba e pelo Ministério Público do Trabalho. Após a prisão e a repercussão do caso, perfis de Hytalo em redes sociais perderam alcance ou foram retirados do ar.





