Mãe absolvida após matar abusador da filha em Minas Gerais

A ré, Erica Pereira da Silveira Vicente, de 42 anos, recebeu absolvição de todas as acusações.
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BRASIL – Uma mãe matou e mutilou o abusador da filha após flagrá-lo em ato de violência sexual contra a menina de 11 anos. Ela cortou o órgão genital da vítima e ocultou o corpo em uma área de mata. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (24), no 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, em Minas Gerais. A ré, Erica Pereira da Silveira Vicente, de 42 anos, recebeu absolvição de todas as acusações.

O crime aconteceu na madrugada de 11 de março de 2025. A vítima era Everton Amaro da Silva, de 47 anos. Ele mantinha um relacionamento amoroso com Erica no bairro Taquaril, na região Leste da capital mineira. Erica descobriu duas semanas antes que ele enviava mensagens de cunho sexual para a filha dela.

Erica acordou com a filha gritando naquela madrugada. Everton estava sobre a menina na cama, com a calça abaixada. Ele tentava tampar a boca da criança. A mãe arrastou o homem até a sala e o esfaqueou várias vezes com uma faca. Ela usou também um pedaço de madeira para golpeá-lo.

Um adolescente ajudou Erica a arrastar o corpo para uma área de mata próxima à casa. Lá ela ateou fogo no cadáver. O Ministério Público acusou a ré de homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A denúncia incluiu ocultação de cadáver e corrupção de menor.

O conselho de sentença, presidido pela juíza Maria Beatriz Fonseca Biasutti, absolveu Erica por maioria de votos. Os jurados consideraram legítima a defesa da criança de 11 anos. A defesa, feita pela Defensoria Pública, argumentou legítima defesa da filha ou homicídio privilegiado por violenta emoção.

Erica negou ter dopado a vítima com clonazepam ou mantido relação sexual com ele naquela noite. Ela afirmou conhecer Everton desde a infância. Ele frequentava a casa dela com regularidade. A ré estava presa desde a data do crime. A decisão judicial permitiu a soltura imediata.

O caso gerou repercussão por envolver proteção de menor contra abuso sexual. O Ministério Público sustentou que Erica esperou a vítima dormir para atacá-la. A acusação descreveu a mutilação enquanto ele ainda vivia. Os jurados acolheram a versão da mãe sobre o flagrante.

A juíza declarou a denúncia improcedente após o voto do conselho. Erica responde por homicídio qualificado, destruição de cadáver e corrupção de menor desde março de 2025. O episódio ocorreu na residência da família no Taquaril. As autoridades investigaram o envolvimento do adolescente na ocultação.

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