A Polícia Civil de São Paulo indiciou o médico Luiz Antonio Garnica e a mãe dele, Elizabete Arrabaça, pela morte da professora de Pilates Larissa Rodrigues, de 40 anos, encontrada sem vida no apartamento do casal, em Ribeirão Preto, no dia 22 de março. Segundo a investigação, o crime foi planejado por Luiz e executado por Elizabete com a administração de veneno, chumbinho, à vítima.
O caso veio à tona com a conclusão do inquérito encaminhado ao Ministério Público. A motivação, segundo a polícia, seria uma combinação de dificuldades financeiras e um possível pedido de divórcio feito por Larissa, que teria descoberto uma traição do marido. Um laudo toxicológico confirmou a presença de chumbinho no organismo da vítima.
O promotor Marcus Túlio Nicolino revelou que o médico chegou a avisar a amante sobre a morte de Larissa antes mesmo de o Samu ser acionado, o que reforça o indício de premeditação. Mesmo com a chegada da equipe médica, Luiz simulou tentativas de reanimação e demonstrou emoção ao ser informado oficialmente do óbito.
As investigações também indicaram que Elizabete esteve no apartamento na véspera da morte. Ela teria sido a responsável por administrar o veneno, possivelmente disfarçado em medicamento. Em carta, a sogra admite que Larissa ingeriu uma substância contaminada, mas alega não saber que se tratava de veneno.
Além de Larissa, outro caso reacendeu o alerta da polícia. Nathalia Garnica, irmã de Luiz e cunhada da vítima, morreu em circunstâncias semelhantes em 2023, aos 42 anos, após um suposto infarto. O corpo foi exumado, e exames confirmaram também a presença de chumbinho. Agora, Elizabete é investigada por envolvimento em ambas as mortes. Luiz, por enquanto, responde apenas pelo assassinato da esposa.
Ambos estão presos desde 6 de junho e foram indiciados por homicídio qualificado, com agravantes de feminicídio e uso de meio cruel.
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