Marido e sogra são principais suspeitos de envenenar professora

A Justiça de São Paulo negou novamente o pedido de liberdade do médico Luiz Antonio Garnica, 38 anos, e de sua mãe, Elizabete Arrabaça
Foto: Reprodução

BRASIL – A Justiça de São Paulo negou novamente o pedido de liberdade do médico Luiz Antonio Garnica, 38 anos, e de sua mãe, Elizabete Arrabaça, suspeitos de envolvimento na morte da professora de pilates Larissa Rodrigues, 37, ocorrida em março em Ribeirão Preto (SP). Os dois estão presos desde a última terça-feira (9) e tiveram a prisão mantida após decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Larissa foi encontrada morta pelo próprio marido, Luiz Antonio, no apartamento do casal. O laudo toxicológico confirmou que a causa da morte foi envenenamento por chumbinho (um pesticida ilegal frequentemente usado como veneno). Segundo investigações, o produto teria sido administrado à vítima ao longo da semana que antecedeu sua morte.

A polícia descobriu que:

  • Elizabete, a sogra da vítima, teria tentado comprar chumbinho 15 dias antes do crime, ligando para uma amiga que tem uma fazenda e perguntando onde conseguir a substância.
  • Luiz Antonio teria tentado limpar o apartamento após encontrar Larissa já em rigidez cadavérica, possivelmente para eliminar provas.
  • O médico mantinha um relacionamento extraconjugal e, no dia anterior à morte da esposa, foi ao cinema com a amante. A mulher também está sob investigação.

Justiça mantém prisões

O juiz Luis Augusto de Sampaio Arruda negou o pedido de habeas corpus dos acusados, alegando que ainda não há informações suficientes para analisar o caso. A decisão reforça a tese da polícia de que há indícios fortes contra os dois.

O que dizem as defesas

  • O advogado de Luiz Antonio, Julio Mossin, afirmou que seu cliente “não matou a esposa e nem concorreu para o crime”, mas ainda não teve acesso completo aos autos.
  • Já a defesa de Elizabete, representada pelo advogado Bruno Corrêa, preferiu não se manifestar até que o caso saia do sigilo.

Investigação em andamento

A polícia apreendeu os celulares da vítima, do médico, da sogra e da amante para análise. O motivo do crime ainda não foi esclarecido, mas as investigações seguem em andamento.

O caso chocou Ribeirão Preto e reacendeu o alerta sobre crimes envolvendo envenenamento. A operação foi conduzida pela Delegacia de Homicídios, e novas decisões judiciais devem ser tomadas nos próximos dias.

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