MC Negão Original enfrenta acusações de lavagem de dinheiro para crime organizado

As ações policiais ocorreram nesta semana, em endereços ligados ao funkeiro na capital paulista.

BRASIL – MC Negão Original, cujo nome real é João Vitor Ribeiro Marcelino Guido, de 23 anos, tornou-se alvo de investigação por suspeita de lavagem de dinheiro em prol do crime organizado. A Polícia Civil de São Paulo incluiu o cantor em operação contra quadrilha especializada em golpes. As ações policiais ocorreram nesta semana, em endereços ligados ao funkeiro na capital paulista.

João Vitor iniciou carreira musical em 2020 com o single “Festa no Morro”. Ele lançou mais de 50 músicas e o álbum “Espaço de Voz” em abril de 2024. Hits como “Set do DJ GM 6.0”, “Nóis é Chefe 1 e 2” e “Medley de Igaratá 1, 2 e 3” acumulam mais de 100 milhões de streams no Spotify. Antes do funk, ele atuou no crime organizado e na igreja evangélica.

O cantor cresceu na periferia de São Paulo. Ele entrou no crime por falta de opções na juventude, com necessidade de ajudar a mãe financeiramente. Empresários ofereceram R$ 400 mensais para ele deixar atividades ilícitas e investir na música. MC GP incentivou sua entrada no estúdio, onde gravou primeiros trabalhos profissionais.

MC Negão Original passou por fase religiosa antes do sucesso no funk proibidão. Ele descreve sua espiritualidade como pessoal, sem vínculo a igreja específica. O artista alcançou o topo do Spotify Global com o álbum “A Nata de Tudo – A Ovelha Negra”. Shows rendem cachês de R$ 30 mil cada em São Paulo, com picos de 40 apresentações mensais.

A operação policial mira associação para lavagem de capitais e estelionato. Autoridades apontam uso de estrutura musical para dissimular recursos ilícitos. MC Negão Original acumula 4 milhões de seguidores nas redes sociais. Ele não se pronunciou sobre as acusações até o momento.

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