Médicos falam sobre doença da filha de Junior Lima, irmão da Sandy

Síndrome faz rins perderem proteínas, levando a inchaço e complicações; Em crianças, causa mais comum vem com boa resposta ao tratamento.

SAÚDE – Lara, filha de 3 anos do cantor Junior Lima e da apresentadora Mônica Benini, foi diagnosticada com síndrome nefrótica, uma doença rara que afeta o funcionamento dos rins. O caso foi divulgado pelo casal após perceberem inchaço no olho da criança — sintoma inicialmente confundido com alergia, mas que persistiu mesmo com o uso de medicamentos antialérgicos. O diagnóstico definitivo veio após avaliação médica especializada.

Na síndrome nefrótica, há uma alteração nos glomérulos, estruturas dentro dos rins responsáveis pela filtragem do sangue. Com o problema, os rins passam a perder proteínas essenciais, principalmente albumina, pela urina (proteinúria). Essa perda prejudica o equilíbrio de líquidos no corpo e pode levar a inchaço (edema), que começa normalmente nas pálpebras pela manhã, mas pode evoluir para pernas, abdome e até se generalizar.

O excesso de proteína na urina pode deixar a urina mais espumosa. Outro sinal importante é a redução do volume urinário. O quadro pode ser erroneamente confundido com alergias, já que o inchaço nas pálpebras se parece com reação alérgica, mas não melhora com antialérgicos.

Quais as causas na infância?

Em crianças, até 90% dos casos decorrem da chamada Doença de Lesões Mínimas (DLM), uma forma primária da síndrome, sem causa definida. Outros possíveis fatores, mais comuns em adultos, incluem doenças crônicas e autoimunes, infecções virais e condições como diabetes e lúpus.

Frequência e complicações

A síndrome nefrótica é considerada rara, ocorrendo em aproximadamente 2,9 casos a cada 100 mil crianças ao ano. Suas complicações podem incluir aumento do colesterol, risco de infecções graves, trombose e, nos casos não tratados, insuficiência renal crônica.

Qual o tratamento?

O tratamento é intensivo e, em geral, envolve corticosteroides (remédios para controlar a resposta inflamatória) e pode durar algumas semanas. Em crianças, especialmente nos casos de DLM, a maioria responde bem ao tratamento — cerca de 25% pode alcançar resolução completa, enquanto 70% a 75% dos casos podem entrar em remissão, mas com possíveis recaídas ao longo da vida.

Quando necessário, também são usados diuréticos para eliminar excesso de líquido, medicamentos para controlar o colesterol e a pressão arterial, e imunossupressores nos casos refratários.

Durante o tratamento, a imunidade pode ficar baixa, por isso Junior Lima explicou que a filha deve usar máscara em locais públicos e evitar exposição a infecções.

Diagnóstico precoce é fundamental

Especialistas recomendam que pais estejam atentos a qualquer inchaço repentino (especialmente ao redor dos olhos), urina mais espumosa ou redução do volume de urina em seus filhos, buscando rapidamente avaliação médica. O diagnóstico precoce favorece o controle eficaz da doença e reduz complicações graves.

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