Mensagens do tenente-coronel expõem rotina de abusos antes de matar esposa PM

A prisão ocorreu nesta quarta-feira (18), por volta das 8h12, no imóvel dele na rua Roma, Jardim Paulista, São José dos Campos.
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BRASIL – O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto enviou mensagens que revelam rotina de abusos contra a esposa, a soldado Gisele Alves Santana, antes de matá-la com tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento do casal no Brás, região central de São Paulo. O crime aconteceu por volta das 7h28, durante discussão, e ele simulou suicídio ao alterar a cena. A prisão ocorreu nesta quarta-feira (18), por volta das 8h12, no imóvel dele na rua Roma, Jardim Paulista, São José dos Campos.

Mensagens de Gisele para amiga mostram controle excessivo e ameaça explícita do marido. Ela escreveu sobre necessidade de controlar ciúmes dele, com frase “qualquer hora me mata”. A mãe da vítima depôs sobre relação abusiva com episódios de violência física e psicológica. O Ministério Público denunciou o oficial por feminicídio com motivo torpe e fraude processual.

Laudos periciais confirmam homicídio por trajetória da bala e ausência de pólvora nas mãos de Gisele. Exames descartam gravidez ou uso de drogas na vítima, com manchas de sangue em outros cômodos do apartamento. Corpo exumado revelou lesões no rosto e pescoço, disparo à queima-roupa. Ele registra condenação anterior por abuso de autoridade contra colega mulher.

Geraldo representa primeiro oficial da PM de São Paulo preso por feminicídio desde 2015. Justiça Militar decretou prisão preventiva após pedido da Corregedoria e aval do MP. A defesa sustenta suicídio e critica competência da Justiça comum para o caso. Inquérito soma 70 páginas de laudos do IML e Instituto de Criminalística.

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