Moraes vota favorável denúncia para tornar Bolsonaro e aliados réus por tentativa de golpe

Ministro relator aceita denúncia por tentativa de golpe; caso segue para análise dos demais ministros do STF
Foto: Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

BRASIL – O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quarta-feira (26/3) o julgamento que pode transformar o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados em réus por suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, já sinalizou em seu voto que há indícios suficientes para aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em sua análise, Moraes afirmou que Bolsonaro e seus aliados lideraram uma “tentativa de golpe de Estado violentíssima”, com ações que visavam “romper a normalidade do processo sucessório”. O ministro destacou ataques ao sistema eleitoral, manipulação das forças de segurança e a convocação do alto comando militar para apoiar um decreto que formalizaria a ruptura democrática.

Para sustentar seu posicionamento, Moraes exibiu vídeos que mostram uma suposta sequência de eventos, incluindo ataques à Polícia Federal, atos de vandalismo e a explosão de uma bomba no Aeroporto de Brasília em dezembro de 2022. “O 8 de janeiro não foi um passeio no parque. Houve rompimento de barreiras policiais e destruição de patrimônio público”, afirmou.

Os crimes imputados

A denúncia inclui acusações de liderança de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e dano ao patrimônio público. Entre os denunciados estão:

  • Jair Bolsonaro (ex-presidente)
  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça)
  • Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil)
  • Augusto Heleno (ex-GSI)
  • Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin)
  • Mauro Cid (ex-assessor de Bolsonaro)
  • Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa)
  • Almir Garnier (ex-comandante da Marinha)

Próximos passos

Após o voto de Moraes, os demais ministros da Primeira Turma do STF (Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin) apresentarão seus votos. Se houver maioria pelo recebimento da denúncia, Bolsonaro e os demais se tornarão réus, e o processo seguirá para as etapas de instrução e julgamento.

A PGR já se manifestou favorável à denúncia, argumentando que há provas suficientes para responsabilizar os acusados. A defesa de Bolsonaro nega as acusações e alega perseguição política.

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