Um vídeo publicado nas redes sociais por uma trabalhadora doméstica ganhou grande repercussão após expor, de forma direta, os limites das atividades incluídas no serviço de faxina, com a profissional criticando a prática de empregadores que adicionam tarefas extras sem negociação ou aumento de remuneração, gerando intensos comentários a favor e contra sua postura.
Na gravação, a trabalhadora afirma que funções como limpar fezes de animais, regar plantas, cuidar de crianças e cozinhar não fazem parte do serviço contratado como diarista, e ressalta que qualquer ampliação de responsabilidades deve ser acompanhada de valorização financeira e acordada entre as partes.
“Faxina não inclui limpar fezes de animal, regar planta, tomar conta de criança. ‘Ah, faz um arrozinho ali pra gente almoçar’. Não, senhora, faxina não inclui nada disso, a menos que a senhora vá colocar mais um zero”, diz a profissional no vídeo, em tom firmado, mantendo o foco em definir o que entende como alcance da sua atividade.
A publicação gerou forte identificação entre outros profissionais da área, que relataram, nos comentários, situações similares de ampliação de tarefas sem acordo de valor e de dificuldade para impor limites dentro de ambientes informais, muitas vezes marcados por desequilíbrio de poder entre empregador e diarista.
Paralelamente, um conjunto expressivo de internautas criticou a postura da mulher, afirmando que quem paga definiria o que deve ser feito e que ela deveria aceitar as demandas como parte do serviço, sem recusar atividades adicionais.
“Faxina é faxina meu bem ou você acha que você vai lá escolher a tarefa na hora de pagar você recebe o que você cobrou não é não concordo já fiz faxina hoje precisei de alguém pra fazer pra mim tem que ser do meu jeito to pagando ou fica sem o serviço”, escreveu um comentário.
“Olhei vários comentários de gente dizendo que não colocaria uma pessoa dessa dentro de sua casa, o negócio é simples. Faça vc mesmo! Ora marrapaz!!”, afirmou outra seguidora.
“Quem paga é que decide o que vai fazer. É por isso que não contrato gente assim. Gente impostora tem que ficar sem trabalhar e viver só de bolsa família”, completou outro usuário.
No Brasil, a legislação trabalhista prevê direitos específicos para trabalhadores domésticos, mesmo em regime de diarista, com a necessidade de definição de jornada, atribuições e forma de remuneração, de modo que qualquer mudança nas tarefas deve ser combinada previamente entre as partes, sob pena de reorientação da relação de trabalho ou conflito na esfera trabalhista.





