A pastora Helena Raquel tornou-se o centro de um debate acalorado nas redes sociais após uma pregação contundente durante o 41º Congresso dos Gideões Missionários da Última Hora, em Santa Catarina. Em um vídeo que já ultrapassa 14 milhões de visualizações, a religiosa rompeu o silêncio do púlpito para confrontar crimes de violência doméstica, abuso sexual e pedofilia que ocorrem dentro de ambientes religiosos, disparando contra o “corporativismo” que protege criminosos sob o manto da fé.
Com frases de impacto que desafiam a estrutura conservadora, Raquel foi direta ao separar a figura ministerial da criminalidade: “Ou é pastor, ou é abusador”, sentenciou. A pastora também fez um apelo dramático às mulheres que sofrem agressões em casa, desencorajando a aceitação cega de pedidos de desculpas e orientando que troquem a oração pela denúncia imediata, alertando que “quem agride, mata”.
Quem é a voz por trás do vídeo
Líder da Assembleia de Deus Vida na Palavra (ADPIV), no Rio de Janeiro, Helena Raquel não é uma novata no cenário evangélico. Com mais de 30 anos de ministério e uma base digital sólida — somando mais de 2 milhões de seguidores entre Instagram e YouTube —, ela tem se consolidado como uma mentora de lideranças femininas através do projeto “Pastoras do Brasil”.
Autora de 13 livros, incluindo obras focadas na legitimidade do ministério feminino, a pastora agora utiliza sua influência para exigir que a responsabilidade ética e social caminhe junto com a pregação. A repercussão do vídeo acende um sinal de alerta para as instituições religiosas, evidenciando um movimento crescente que não aceita mais a omissão de líderes diante de abusos cometidos contra mulheres e crianças.






