PESQUISA – Um estudo publicado nesta segunda-feira (20) revela que perfis de animais de estimação que atuam como influenciadores em redes sociais podem ser vistos como mais confiáveis pelo público do que influenciadores humanos. A pesquisa foi conduzida por universidades da Escócia (University of Strathclyde e University of Edinburgh) e dos Estados Unidos (University of Louisville). O experimento procurou entender por que “petfluencers” conquistam maior engajamento e confiança em campanhas patrocinadas.
No estudo, intitulado “Petfluencers: the Fur-Mula for Sincere Endorsements”, os pesquisadores compararam anúncios com animais e com humanos em quatro experimentos, realizados em laboratório e on-line. O resultado mostrou que os públicos avaliaram os animais como mais sinceros e menos carregados de segundas intenções do que os humanos, o que fortalece o poder de convencimento em conteúdos de bem-estar, entretenimento e consumo imediato.
Segundo os autores, o fenômeno se explica porque os pets não carregam o histórico de polêmicas ou posturas aspiracionais típicas de influenciadores humanos e são percebidos como figuras neutras e autênticas. Essa percepção favorece a aceitação da marca ou produto anunciado. Ainda assim, os pesquisadores alertam que a eficácia depende do público-alvo e do tipo de mensagem, e que os resultados foram observados em ambiente controlado.
O estudo também aponta que o impacto dos petfluencers é mais forte quando a mensagem da campanha aborda prazer imediato ou bem-estar do que quando se trata de metas a longo prazo ou estilos de vida. Os pets evocam emoção no agora, enquanto humanos tendem a estar associados à ambição futura e à performance.
Para marcas, a implicação é clara: estratégias de marketing que incluam animais de estimação podem aumentar a empatia e a confiança junto ao público, especialmente em setores ligados a rotina, conforto ou lifestyle. Contudo, para o público e reguladores, o alerta é: mesmo que o animal pareça “apenas fofo”, por trás há equipe, contrato e lógica publicitária, transparência continua fundamental.





