A Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) transferiu o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto para a inatividade nesta quinta-feira (2). Ele recebe aposentadoria com vencimentos integrais de R$ 28,9 mil. O oficial enfrenta acusação de feminicídio contra a esposa Gisele Alves Santana. A portaria saiu pela Diretoria de Pessoal da corporação. Isso garante o direito legal à reserva proporcional por idade. Ele permanece preso no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista.
Geraldo Leite Rosa Neto está detido desde 18 de março. O crime ocorreu em 18 de fevereiro no apartamento do casal, no bairro do Brás. Gisele Alves Santana tinha 32 anos e era policial militar. O tenente-coronel alegou suicídio por tiro na cabeça. Laudos periciais da Polícia Civil refutaram a versão. Investigação apontou contradições e forjamento da cena.
A portaria encerra processos administrativos internos. A Corregedoria não pode mais aplicar expulsão. Ele deixa o quadro da ativa. Vencimentos brutos atingiram R$ 28,9 mil em fevereiro de 2026. O Portal da Transparência confirma o valor. Gisele recebia cerca de R$ 7 mil, quatro vezes menos que o marido.
O oficial responde a processo criminal na Justiça Militar. Prisão preventiva persiste por gravidade das provas. Há risco de interferência nas investigações. A defesa recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O tribunal negou soltura em 20 de março. Ele alega inocência e incompetência da Justiça Militar.
Geraldo foi preso em São José dos Campos pelo interior paulista. A Corregedoria da PM executou a ordem. Ele virou o primeiro oficial preso por feminicídio na corporação. O Ministério Público ofereceu denúncia por feminicídio e fraude processual. A Justiça aceitou em 18 de março.
A PM-SP segue regras da Lei de Carreiras. Reserva por idade aplica-se mesmo em casos criminais. Processos administrativos param na inatividade. O Presídio Militar Romão Gomes abriga oficiais detidos. Local fica na zona norte de São Paulo.





