Polícia fecha fábrica clandestina que reembalava leite em pó vencido no interior de SP

Segunda fase de operação em São João da Boa Vista desarticula novo galpão do mesmo grupo; investigados estendiam a validade dos produtos de forma eletrônica até 2027
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A Polícia Civil do Estado de São Paulo fechou, na manhã da última segunda-feira (13/7), uma segunda fábrica clandestina de adulteração de alimentos na cidade de São João da Boa Vista, no interior paulista. Durante a ação, um homem foi preso em flagrante. O estabelecimento clandestino pertence ao mesmo grupo empresarial investigado na primeira fase da operação, que resultou na prisão do empresário Bruno Missaci Antunes em 24 de junho.

De acordo com as investigações, o novo galpão funcionava a cerca de 1,1 quilômetro de distância do primeiro endereço interditado e manteve as atividades de adulteração a pleno vapor mesmo após a prisão preventiva do suposto líder do esquema.

O Flagrante e a Fraude Tecnológica

No momento da abordagem policial, três funcionários foram surpreendidos no local realizando o fracionamento e o ensaque do leite em pó vencido em novas embalagens. A engenharia da fraude envolvia alteração direta de dados logísticos:

Esquema de Adulteração e Reembalagem
├── 🥛 Matéria-Prima ──────> Leite em pó e suplementos com prazo de validade expirado
├── 💻 Fraude de Rótulo ────> Uso de equipamento eletrônico para imprimir novos números de lote
└── 📅 Extensão de Validade ─> Prazo de consumo artificialmente esticado até julho de 2027

A Vigilância Sanitária Municipal compareceu ao local e lacrou o estabelecimento imediatamente. Amostras das substâncias apreendidas no galpão foram encaminhadas para análise laboratorial e perícia química no Instituto de Criminalística (IC) para atestar o nível de degradação do alimento.

Riscos Sanitários e Enquadramento Penal

O delegado titular responsável pelas investigações, Jorge Mazzi, destacou que a estrutura desmantelada operava de maneira organizada para reinserir produtos impróprios no mercado de consumo humano, gerando graves riscos à saúde pública.

O funcionário detido em flagrante durante a operação foi conduzido à delegacia e responderá criminalmente por:

  • Falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de substância alimentícia destinada ao consumo (crime hediondo contra a saúde pública).

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