Preta Gil morre aos 50 anos após luta contra câncer no intestino

Preta Gil estava em Nova York fazendo tratamento experimental; Preta deixa o filho Francisco Gil e a neta Sol de Maria.

FAMOSOS – A cantora e empresária Preta Gil morreu no domingo (20) aos 50 anos em Nova York, Estados Unidos. A artista perdeu a luta contra um câncer no intestino após dois anos de tratamento, incluindo procedimentos experimentais realizados no Memorial Sloan Kettering Cancer Center em Manhattan.

A família divulgou uma nota oficial comunicando o falecimento da filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha. O comunicado informou que a família cuida dos procedimentos para repatriação do corpo ao Brasil. Preta deixa o filho Francisco Gil, músico integrante do trio Gilsons, e a neta Sol de Maria.

Diagnóstico e Evolução da Doença

O diagnóstico de adenocarcinoma no intestino foi revelado em janeiro de 2023. Preta descobriu a doença após ser internada na Clínica São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio, com desconfortos intestinais. O tumor estava localizado na porção final do intestino.

A cantora passou por cirurgia, quimioterapia e radioterapia durante o primeiro ano de tratamento. Em dezembro de 2023, ela anunciou a remissão da doença após cirurgia de reconstrução do trato intestinal. Durante o processo, precisou usar uma bolsa de colostomia temporária, que depois se tornou permanente.

Em agosto de 2024, novos tumores foram detectados em diferentes partes do corpo. A doença retornou de forma mais agressiva, com dois tumores nos linfonodos, um nódulo no ureter e metástase no peritônio. Preta estava nos Estados Unidos desde maio de 2025 para tratamento experimental, com previsão inicial de durar até agosto.

Trajetória Artística e Legado

Preta Maria Gadelha Gil Moreira nasceu em 8 de agosto de 1974, no Rio de Janeiro, dois anos após o retorno de Gilberto Gil do exílio em Londres. Ela faria 51 anos em poucos dias. A artista lançou seu primeiro disco, “Prêt-à-Porter”, em 2003, com uma capa polêmica onde aparecia nua com partes do corpo cobertas apenas por fitas do Senhor do Bonfim.

A cantora construiu uma carreira sólida com quatro discos e shows por todo o Brasil. Ela também participava ativamente dos blocos de carnaval, sendo dona do Bloco da Preta. Em 2025, ela retornou emocionada ao carnaval de Salvador, um dos locais que a ajudou a se destacar na música.

Mulher preta, bissexual e fora dos padrões estéticos convencionais, Preta usava sua visibilidade para combater o racismo, a gordofobia e a homofobia. Ela enfrentou preconceitos desde a infância e se tornou uma voz importante na luta contra diferentes formas de discriminação.

Transparência Durante o Tratamento

Durante toda a batalha contra o câncer, Preta manteve transparência sobre seu estado de saúde. Ela compartilhava detalhes do tratamento nas redes sociais e em programas de televisão, sempre incentivando a prevenção e o diagnóstico precoce. A artista revelou sintomas que havia ignorado, como sangue nas fezes e mudanças no formato das evacuações.

Conforme seus próprios relatos, ela disse: “Quando fazia as fezes, era com sangue, com muco, tinha um formato diferente. E achava normal”. A cantora enfatizava a importância de observar mudanças no corpo e procurar ajuda médica.

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