Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, é empresário do setor de apostas on-line e dono da One Internet Group. Ele passou a ser citado na investigação da Polícia Federal após um voo em seu jatinho que levou o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira, em um caso que foi remetido ao STF por suspeita de entrada de malas sem fiscalização adequada.
Fernandin costuma exibir nas redes sociais uma rotina de luxo, com viagens, embarcações, carros e encontros com políticos, artistas e empresários. Entre os registros mencionados na reportagem, ele publicou imagens de uma viagem a São Martinho, no Caribe, que depois entrou na mira da PF, além de fotos em iate na Grécia, em 2024, e aparições ao lado de Gusttavo Lima e outros nomes públicos.
## O que a PF apura
A Polícia Federal investiga a entrada no Brasil de bagagens que teriam passado por fora do raio-X em um voo ligado ao empresário. Segundo os relatos publicados, não foi possível identificar, até agora, a quem pertenciam as malas nem o conteúdo delas, e o caso foi enviado ao Supremo Tribunal Federal porque havia passageiros com foro privilegiado.
A apuração começou em janeiro, após suspeita de prevaricação e de facilitação de contrabando ou descaminho por um auditor fiscal que teria permitido o desembarque das malas sem a fiscalização normal. As imagens citadas pela investigação mostram um tripulante passando com volumes por fora do equipamento de raio-X no Aeroporto Catarina, em São Roque, no interior de São Paulo.
## Perfil do empresário
Além do ramo de apostas, Fernandin ganhou visibilidade por sua presença constante em eventos de luxo e por relações com figuras do entretenimento e da política. Ele já negou, em depoimento ao Senado, ser dono do chamado Jogo do Tigrinho, e sua empresa também foi citada em apurações sobre possíveis práticas ilícitas no setor de apostas.
A presença dele em festas e viagens chamou atenção em outras ocasiões, como no aniversário de Gusttavo Lima, em 2024, e em um leilão do Instituto Neymar Jr, quando arrematou uma chuteira do jogador por R$ 1,4 milhão. As reportagens também citam participação dele na final da Liga dos Campeões de 2025 e viagens para destinos como Maldivas, Dubai, Miami e Alpes Franceses.
## Caminho do caso
No voo investigado, além de Hugo Motta e Ciro Nogueira, também estavam os deputados Isnaldo Bulhões e Dr. Luizinho. Os parlamentares não comentaram o episódio, e Motta afirmou, por nota, que cumpriu os protocolos e aguardará a manifestação da Procuradoria-Geral da República.
O caso foi remetido ao STF em 13 de abril, após pedido do Ministério Público Federal, que afirmou não ser possível descartar o envolvimento de um ou mais parlamentares nos fatos apurados. O ministro Alexandre de Moraes enviou o processo à PGR para manifestação em cinco dias.






