SÃO VICENTE – O delegado da Polícia Federal Ruy Ferraz Fontes foi executado a tiros enquanto estava dentro de um carro em frente a um condomínio residencial. A vítima atuou em operações de repercussão nacional e já havia trabalhado em unidades da PF de São Paulo e Brasília. O homicídio ocorreu nesta segunda-feira (15), na Avenida Ayrton Senna da Silva, no bairro Japuí, em São Vicente, no litoral de São Paulo.
Segundo informações preliminares apuradas pela Polícia Civil, Ruy Ferraz estacionou o veículo diante do prédio onde morava quando foi abordado por dois homens que estavam em uma motocicleta. O passageiro desceu armado, aproximou-se do carro e disparou diversas vezes, atingindo o delegado. O Samu foi acionado, mas a morte foi confirmada no local.
A perícia realizada pelo Instituto de Criminalística contabilizou pelo menos dez disparos efetuados contra o veículo. O carro foi removido para análise detalhada. Câmeras da região estão sendo recolhidas para auxiliar na investigação. A arma usada no crime ainda não foi localizada.
Ruy Ferraz Fontes possuía longa trajetória na Polícia Federal. Ele foi superintendente da PF em São Paulo entre 2020 e 2021, período em que defendeu a atuação independente da corporação. Também esteve à frente de ações da Operação Lava Jato no estado e atuou em operações contra o crime organizado no país.
O delegado estava lotado na Delegacia de Santos e tinha 62 anos. No período em que comandou a superintendência paulista, ficou marcado por medidas de reorganização interna e investigações de corrupção. Em sua carreira, também foi diretor da Academia Nacional de Polícia, em Brasília.
A Polícia Civil de São Vicente assumiu a investigação e instaurou inquérito para apurar a execução. O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionado para dar apoio técnico. A Polícia Federal informou que acompanha as apurações em parceria com as autoridades estaduais.
O corpo de Ruy Ferraz Fontes foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Santos para exames. O velório e sepultamento devem ocorrer em São Paulo, em data a ser definida pela família. Até a manhã desta terça-feira (16), nenhum suspeito havia sido preso.
O crime gerou repercussão na classe policial e entre autoridades. Entidades ligadas à PF divulgaram notas de pesar, destacando a atuação profissional de Ruy Ferraz ao longo de mais de 30 anos de serviço. O Ministério da Justiça e Segurança Pública também manifestou condolências e afirmou que dará apoio às investigações.
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