BRASIL – O Ministério da Saúde coloca o Brasil em alerta máximo devido ao aumento de casos de sarampo nas Américas, com ações de prevenção e controle em execução constante para manter o país livre da transmissão da doença. Em 2025, o continente registrou 14.891 casos em 14 países e 29 mortes, enquanto 2026 já acumula 7.145 infecções confirmadas até 5 de março, quase metade do total anterior em apenas dois meses. A primeira infecção no Brasil neste ano ocorreu na semana passada em bebê de 6 meses em São Paulo, que contraiu a doença em viagem à Bolívia, epicentro de surto local.
O diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, coordena bloqueios vacinais imediatos em áreas de risco para conter disseminação. Até 26 de janeiro de 2026, o Brasil notificou 27 suspeitas de sarampo, contra 3.818 em 2025, com foco em fechar lacunas de imunidade infantil. A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e campanhas buscam cobertura acima de 95% em crianças de 1 e 15 meses.
Países como México, Estados Unidos, Canadá e Guatemala lideram os registros em 2025 e 2026, com 95% dos casos concentrados na América do Norte no ano passado. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) retirou em novembro de 2025 o certificado de região livre de transmissão do sarampo nas Américas devido ao crescimento de 32 vezes nos casos entre 2024 e 2025. Em janeiro de 2026, os 1.031 casos iniciais superaram em 45 vezes o mesmo período de 2025.
A Bolívia vive surto ativo que motivou o caso importado em São Paulo, com 10 confirmações nas primeiras semanas de 2026. O Brasil realiza vigilância intensificada em aeroportos, fronteiras e unidades de saúde para identificar contágios precocemente. Populações indígenas enfrentaram 73% das 29 mortes em 2025, o que reforça ações em comunidades vulneráveis.
O Ministério da Saúde recomenda duas doses da vacina para maiores de 1 ano e atualiza carteiras em postos do SUS sem agendamento. Sintomas incluem febre alta, erupções cutâneas e tosse, com período de incubação de 7 a 21 dias. Autoridades monitoram 14 países afetados para evitar surtos autóctones no território nacional.





