“Se eu tiver um filho, não quero que seja gay”, diz influenciador gay Rico Melquiades

Em São Paulo, o comediante e criador de conteúdo afirmou que, se vier a ter um filho, prefere que ele não seja gay, justificando a declaração com a própria experiência de vida como homossexual.
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O influenciador Rico Melquiades gerou polêmica nas redes sociais após comentários sobre sexualidade filial feitos durante entrevista ao programa Léo Dias TV. Em São Paulo, o comediante e criador de conteúdo afirmou que, se vier a ter um filho, prefere que ele não seja gay, justificando a declaração com a própria experiência de vida como homossexual.

“Se eu tiver um filho eu não quero que ele seja gay, sabe por quê? Eu sei como é difícil ser gay, eu sei como é difícil a barra que a gente passa. Então eu como gay, não quero ter um filho gay”, declarou Rico. Em seguida, o influenciador, que se assume abertamente gay, explicou que suas palavras não nasceram de rejeição à orientação sexual, mas da preocupação com o sofrimento e o preconceito que enfrentou e ainda enfrenta em muitos ambientes.

Durante a entrevista, Rico também comentou como pretende educar os filhos, caso venha a tê-los. “Me poupe, uma criança de 3/5 anos não tem querer, se ele for menino e quiser brinquedo de menina, eu repreendo ele. Eu sendo o pai, quem manda na educação sou eu, então quem decide sou eu”, afirmou. As frases reforçam um modelo de autoridade parental rígido, no qual o genitor centraliza decisões sobre identidade de gênero, preferências e comportamentos da criança nos primeiros anos de vida.

Diante da repercussão, o influenciador rebateu críticas nas redes, reforçando que sua fala está ligada à própria vivência de dificuldades, discriminação e violência associadas à homossexualidade. Ele argumentou que, por conhecer de perto os riscos e desafios, sua intenção seria proteger um eventual filho de sofrer o que ele mesmo atravessou.

As declarações geraram reações divididas entre internautas. Alguns usuários defenderam o posicionamento, interpretando-o como uma forma de proteção a partir da experiência pessoal; outros o criticaram, entendendo as falas como reforço de estereótipos de gênero e de pressão sobre a orientação sexual da criança. O debate continua em torno do limite entre liberdade de criação de conteúdo, educação parental e respeito à diversidade sexual e de gênero.

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