BRASIL – Com o aumento do consumo de peixes e frutos do mar durante a Semana Santa, órgãos de saúde reforçam orientações para reduzir riscos à saúde dos consumidores. As recomendações vão da escolha do pescado ao armazenamento e ao preparo dos alimentos.
Na compra, a atenção aos sinais de frescor é essencial. Entre os principais indicativos de qualidade estão carne firme, escamas bem presas à pele, olhos brilhantes, guelras avermelhadas e odor suave. Produtos com cheiro forte, semelhante ao de amônia, ou expostos sem refrigeração adequada devem ser evitados.
O pescado fresco precisa estar sobre gelo e protegido por material apropriado. Já os produtos congelados devem permanecer em embalagens íntegras, sem sinais de descongelamento, como umidade ou amolecimento. Depois da compra, o ideal é que o alimento seja refrigerado o mais rápido possível.
Em casa, o peixe deve passar por limpeza completa antes de ser guardado em recipientes fechados. O consumo de peixe cru deve ocorrer em até 24 horas. Preparações cozidas podem ficar sob refrigeração por até três dias.
Durante o preparo, medidas básicas de higiene seguem como regra. É necessário lavar as mãos antes e depois de manipular os alimentos, higienizar utensílios e evitar contato entre itens crus e cozidos. O consumo de pescado contaminado pode causar intoxicação alimentar, com sintomas como náuseas, vômitos e diarreia, e até evoluir para quadros mais graves.
Para pratos frios, a orientação é mantê-los refrigerados até o momento de servir. No caso do bacalhau, o dessalgue deve ser feito sob refrigeração, sem exposição à temperatura ambiente. Irregularidades, como produtos mal conservados ou ambientes sem higiene adequada, devem ser comunicadas aos órgãos municipais responsáveis.





