LIMEIRA, SÃO PAULO — A Polícia Civil de São Paulo identificou o responsável por retirar a câmera GoPro do braço da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após despencar de uma altura de quase 30 metros durante um salto de rope jump. O acidente ocorreu no último dia 13 de junho de 2026, na Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior paulista.
Segundo as investigações, João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva foi o homem flagrado por testemunhas removendo o equipamento do corpo da vítima logo após a queda. João Antônio e outro colega, Gabriel Barros Martins, fugiram do local logo após a tragédia. Ambos, junto com uma mulher chamada Evelyne dos Santos Gonçalves, faziam parte do grupo “Entre Cordas”, responsável pela organização do evento clandestino, e foram presos temporariamente no último sábado (20).
Apagão de Provas e Investigação por Fraude Processual
A câmera GoPro é considerada a peça-chave para que os peritos compreendam a exata dinâmica do salto e o que causou a falha no sistema de cordas. Apesar da prisão de João Antônio e do cumprimento de mandados de busca e apreensão em seus endereços, o equipamento fotográfico ainda não foi localizado.
A polícia agora investiga os suspeitos também por fraude processual. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), foram detectados indícios contundentes de que os envolvidos excluíram conteúdos digitais e dados eletrônicos que eram potencialmente relevantes para a elucidação do caso.
Por conta disso, a Polícia Civil enviou um pedido formal à Justiça nesta terça-feira (23) para prorrogar a prisão temporária do trio de 5 para 30 dias, garantindo que eles não interfiram na coleta de provas até a conclusão do inquérito.
Status dos Envolvidos na Organização do Evento
├── 🔒 Instrutores Oficiais (Maicon, Luis Felipe e Vitor) ──> Presos em flagrante (Prisão Preventiva decretada)
├── 🔒 Integrantes da Equipe (João Antônio, Gabriel e Evelyne) ─> Presos temporariamente (Pedido de extensão para 30 dias)
└── 🎥 Câmera GoPro de Maria Eduarda ────────────────────────────> Desaparecida (Suspeita de ocultação de prova)
Estrutura da Ponte pode ser demolida
Diante da repercussão do caso, o Governo Federal e as administrações locais decidiram tomar medidas drásticas. Em uma reunião de emergência envolvendo a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), a Advocacia-Geral da União (AGU) e os prefeitos de Limeira e Cordeirópolis, foi colocada em pauta a demolição definitiva da Ponte do Esqueleto.
Enquanto a avaliação técnica da demolição é realizada, barreiras físicas estão sendo reforçadas:
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A Prefeitura de Limeira reabriu uma vala profunda na estrada de terra para impedir o tráfego de veículos em direção à estrutura.
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A vala anterior havia sido aterrada por organizadores de esportes radicais de forma clandestina e sem autorização municipal para viabilizar os eventos.
Quem era a vítima: Maria Eduarda Rodrigues de Freitas tinha 21 anos, morava em Jandira (Grande São Paulo) e trabalhava como instrutora em uma academia de musculação. Formada em Educação Física e Gestão Esportiva, ela postou uma foto do local nas redes sociais às 7h30 da manhã do acidente com a legenda em tom de brincadeira: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”. Minutos depois, realizou o salto que tirou sua vida.
Os três instrutores que comandavam a operação no momento do salto — Maicon Fernandes Cintra (42), Luis Felipe Feliciano Egoroff (32) e Vitor de Freitas Gonçalves (27) — continuam detidos em regime de prisão preventiva em um presídio de Guarulhos e respondem por homicídio doloso com dolo eventual (quando se assume o risco de matar).






