Traição termina em homicídio e órgão genital decepado

Companheira do investigado relatou agressões no mesmo dia do assassinato; Suspeito foi preso um dia após o crime e manteve silêncio.

BRASIL – Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte de Nilton Vieira Junior, de 38 anos, cujo corpo foi localizado no quintal de sua residência na cidade de Américo de Campos, interior de São Paulo, na madrugada de domingo, 13 de julho. O caso envolve diversas facetas e ganhou destaque pelo grau de violência praticado.

De acordo com registros policiais, Nilton apresentava múltiplos ferimentos profundos provocados por arma branca no pescoço, punhos e pernas. O corpo possuía ainda sinais de mutilação, já que o órgão genital da vítima havia sido decepado. Os vestígios encontrados no local, como a porta da frente da casa arrombada, indicam que o autor do crime invadiu o imóvel antes do assassinato.

A principal linha de investigação aponta para um crime de motivação passional. Na mesma data, uma mulher foi agredida e hospitalizada com marcas de violência na Santa Casa de Votuporanga. Em depoimento, a mulher relatou ter sido ameaçada de morte e agredida por seu companheiro após ele encontrar mensagens trocadas entre ela e Nilton, o que teria desencadeado o ataque. Segundo a vítima, o suspeito manifestou intenção de ferir tanto ela quanto Nilton devido a ciúmes e desconfiança por um possível envolvimento entre os dois.

O autor do crime, identificado como Valdir da Cunha Campos, de 38 anos, também é apontado como responsável por agredir fisicamente a companheira horas antes do homicídio. Imagens de câmeras de segurança ajudaram a confirmar que Valdir se dirigiu até a residência de Nilton munido de um facão, utilizado para cortar cana-de-açúcar, com o qual praticou tanto as agressões quanto a mutilação. Após o crime, Valdir foi localizado e preso no dia seguinte às margens da rodovia Péricles Belini (SP-461), mantendo-se em silêncio durante o interrogatório policial. Na ocasião, roupas usadas durante o crime foram apreendidas.

A ocorrência foi registrada como homicídio doloso, categoria que indica intenção de matar, mas com os elementos do caso sendo apurados para possível enquadramento como homicídio qualificado, dada a brutalidade e demais agravantes. O corpo da vítima foi enterrado na manhã de segunda-feira no cemitério municipal da cidade, enquanto a companheira do suspeito permanecia internada devido às lesões sofridas.

As investigações continuam em andamento, com a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Votuporanga buscando esclarecer todos os detalhes sobre as motivações e a dinâmica do crime.

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