MEIO AMBIENTE – Dois tremores de terra atingiram cidades da Grande Belo Horizonte entre a noite de terça-feira (16) e a madrugada de quarta-feira (17), com epicentro localizado em Contagem. Os abalos sísmicos tiveram magnitude de 2,9 e 2,5 na escala Richter e foram registrados pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira, analisados pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo.
O primeiro tremor aconteceu às 22h12 de terça-feira, com magnitude de 2,9 na escala Richter. O segundo ocorreu às 2h25 da madrugada de quarta-feira, registrando 2,5 na mesma escala. Os moradores de Belo Horizonte, Betim, Ribeirão das Neves, Esmeraldas e Ibirité relataram ter sentido as vibrações e ouvido ruídos semelhantes a trovões.
Câmeras de segurança instaladas em Contagem captaram o momento dos tremores, mostrando equipamentos balançando no momento dos abalos. Moradores saíram às ruas assustados após sentirem janelas, portas e móveis tremerem. Em Ribeirão das Neves, o motorista Diogo Lima relatou um barulho incomum e que as janelas balançaram. Em Esmeraldas, a moradora Simone de Castro descreveu que a terra tremeu por alguns segundos.
Conforme Bruno Collaço, sismólogo do Centro de Sismologia da USP, pequenos tremores em Minas Gerais não são incomuns. O estado concentra o maior número de abalos sísmicos registrados no Brasil. Os tremores naturais ocorrem devido às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre, resultado da compressão da Placa Sul-Americana pelas placas da África e de Nazca.
Apenas em setembro de 2025, Minas Gerais registrou oito tremores, incluindo os dois de Contagem. Outros municípios como Sete Lagoas, Frutal, Capim Branco e Crisólita também tiveram abalos no mesmo período. Durante todo o ano de 2025, o estado já contabilizou 94 abalos sísmicos, sendo 39 deles em Felixlândia, na região Central.
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou que não houve acionamentos relacionados aos tremores. As Defesas Civis de Belo Horizonte e Contagem confirmaram que não foram registradas ocorrências ou danos estruturais. A situação segue monitorada pelos órgãos competentes, que aguardam relatórios técnicos do Observatório Sismológico da UnB para determinar se os tremores foram causados por fenômenos naturais ou outras causas.
O tremor de 2,9 na escala Richter foi o mais forte registrado em Minas Gerais desde fevereiro, quando Felixlândia registrou um sismo de 3,0 na mesma escala.
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