Uso inadequado de Zolpidem se torna questão de saúde pública; médicos propõem diretrizes mais rígidas

Dados recentes mostram um aumento significativo de internações relacionadas à dependência e efeitos colaterais graves do medicamento.

SAÚDE PÚBLICA – O uso indiscriminado do remédio para insônia Zolpidem tem preocupado especialistas e motivado a criação de novas diretrizes para prescrição e controle. Dados recentes mostram um aumento significativo de internações relacionadas à dependência e efeitos colaterais graves do medicamento.

A substância, que deveria ser usada por períodos curtos e sob rigorosa supervisão, tem sido consumida de forma crônica por muitos pacientes. Médicos alertam para riscos como perda de memória, sonambulismo com atividades perigosas e dependência química.

Uma força-tarefa formada por sociedades médicas propõe a redução do número de comprimidos por receita, a obrigatoriedade de notificação em sistemas de controle e a promoção de terapias não medicamentosas para o tratamento de insônia.

Autoridades de saúde avaliam incluir o Zolpidem em lista de medicamentos de controle especial, similar ao adotado para alguns opioides. A medida visa coibir a venda sem receita e o uso prolongado sem acompanhamento médico.

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