‘Vagina Kamikaze’: caso de envenenamento vaginal em São Paulo volta a ganhar destaque

De acordo com as versões divulgadas ao longo dos anos, o marido percebeu um cheiro forte de produto químico antes de iniciar o ato sexual e interrompeu a relação imediatamente.

BRASIL – O município de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, foi palco de um dos relatos mais enigmáticos já registrados pela polícia local. Em abril de 2011, um homem procurou o 4º Distrito Policial relatando uma tentativa de homicídio por parte da própria esposa. Segundo a denúncia, a mulher teria aplicado veneno na região íntima, com o objetivo de envenená-lo durante sexo oral.

Odor estranho e hospitalização

De acordo com as versões divulgadas ao longo dos anos, o marido percebeu um cheiro forte de produto químico antes de iniciar o ato sexual e interrompeu a relação imediatamente. Sentindo-se mal, foi conduzido à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte, onde passou por lavagem estomacal. Os laudos médicos preliminares não apontaram a presença de substâncias tóxicas no organismo, levando a Polícia Civil a solicitar exames laboratoriais mais detalhados.

Investigação

A investigação estava sob responsabilidade do delegado Walter Colacino Júnior, que preferiu adotar cautela diante da complexidade do caso e das narrativas contraditórias. A suspeita, mulher de 43 anos, não foi localizada para prestar esclarecimentos. O caso, que ressurgiu em reportagens de 2013 e culminou em repercussão internacional em 2013, sofreu alterações importantes em seu relato, ora atribuindo o crime a uma vingança por recusa ao divórcio, ora por supostas suspeitas de traição.

No atendimento hospitalar, profissionais de saúde ofereceram explicação alternativa: o produto causador do desconforto teria sido um gel íntimo, utilizado para apimentar a relação, e não necessariamente uma substância letal.

Repercussão midiática e dúvidas sobre veracidade

A história foi destaque em grandes veículos, como o jornal inglês The Sun e portais internacionais especializados em casos bizarros, tornando-se objeto de especulação e debate nas redes sociais. O site Diário do Centro do Mundo chegou a colocar em xeque a autenticidade do caso, citando inconsistências de datas, versões desencontradas e falta de apuração jornalística rigorosa.

Até o momento, não há registros de condenação ou do resultado final da investigação policial, e o caso segue sem desfecho definitivo.

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