BRASIL – Nesta quinta-feira (20/03/2025), o apresentador José Luiz Datena recusou-se a intermediar a negociação de um sequestro que ocorreu no Distrito da Guia, em Cuiabá (MT). O sequestrador, que mantinha uma mulher e uma criança de seis anos como reféns, exigiu a presença da equipe do programa Tá na Hora, do SBT, e acompanhou a cobertura ao vivo pela TV.
O homem, que portava duas facas, pediu especificamente que Datena atuasse como intermediário para sua rendição. No entanto, o apresentador foi enfático ao afirmar que não cabia à imprensa assumir esse papel. “Eu já fiz isso e me arrependi”, declarou Datena, referindo-se a situações semelhantes que vivenciou no passado.
O repórter Arthur Garcia, que estava no local, relatou o pedido do sequestrador e a negativa de Datena. O apresentador incentivou o homem a se entregar e deixar claro que a função de negociar é da polícia, não da imprensa. “Não é papel da imprensa intermediar negociações desse tipo”, reforçou.
Após assistir à transmissão ao vivo, o sequestrador decidiu liberar as vítimas e se entregar às autoridades. Ele solicitou a presença da equipe do programa na delegacia e alegou ter tido um surto psicótico durante o ocorrido. O homem também expressou medo de ser morto pela polícia.
Ao final, Datena elogiou o trabalho dos profissionais envolvidos no caso e reafirmou sua posição sobre o papel da imprensa em situações de crise. “A imprensa deve informar, não substituir as autoridades”, concluiu.
O caso gerou grande repercussão e reacendeu o debate sobre a atuação da mídia em situações de risco. A decisão de Datena foi apoiada por muitos, que consideram essencial a distinção entre o jornalismo e as responsabilidades das forças de segurança.
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