JUSTIÇA – A Justiça do Rio Grande do Sul condenou o humorista Cristiano Pereira da Silva, conhecido como Cris Pereira, a 18 anos, 4 meses e 15 dias de prisão em regime fechado pelo crime de estupro de vulnerável. A decisão foi tomada na quinta-feira (25) pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado. O caso envolve acusações de abuso sexual contra a própria filha do humorista, nascida em 2016. Os fatos teriam ocorrido em 2021, quando a criança tinha três anos. O processo tramita em segredo de justiça e não há divulgação de detalhes sobre a vítima ou os conteúdos dos autos, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente.
Cris Pereira ficou conhecido por suas atuações em programas humorísticos como “A Praça é Nossa”, no SBT, além de outros trabalhos como ator, diretor e roteirista. Em suas redes sociais, o artista publicou um vídeo emocionado para comentar a repercussão da sentença. Chorando, afirmou não temer as consequências, sustentou que foi absolvido em primeira instância devido à ausência de provas e reclamou do vazamento de informações sigilosas relacionadas ao processo. No pronunciamento, declarou ter registrado todos os filhos, negou abandono, mencionou que não vê a filha por cerca de quatro anos, e garantiu confiança tanto na justiça divina quanto na justiça dos homens.
A defesa do humorista argumentou que a decisão contraria laudos periciais oficiais do processo, afirmando que Pereira teria sido absolvido anteriormente por não ter sido constatada materialidade do crime. Os advogados informaram que pretendem recorrer às instâncias superiores assim que possível. Na nota, reafirmaram acreditar na inocência do réu e criticaram o julgamento em segundo grau por considerar que teria ignorado provas técnicas favoráveis apresentadas anteriormente.
Do outro lado, a advogada responsável pela assistência da família da vítima ressaltou nas redes sociais que a decisão do tribunal demonstra a gravidade do caso. De acordo com relatos, após absolvição em primeira instância, a mãe da criança recorreu da sentença, levando o Tribunal de Justiça a reverter a decisão inicial com base em novas provas que teriam surgido durante a análise do recurso. A repercussão provocou manifestações públicas de familiares e do próprio artista, que reforçou a intenção de seguir lutando para provar inocência na esfera judicial e na opinião pública.
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