Web se revolta com pergunta de juiz do TJGO a homem que acorrentou ex

Interrogação do juiz do TJGO sobre conduta policial na prisão do suspeito provocou reações da vítima e da sociedade civil.
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A condução da audiência de custódia de Ailton Rodrigues de Souza, preso sob a acusação de sequestrar, acorrentar e amordaçar a ex-companheira por cinco dias em Águas Lindas de Goiás, gerou manifestações nas redes sociais. Durante o ato processual no último sábado (22), o juiz do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) questionou o acusado sobre eventual prática de violência por parte dos policiais militares no momento da abordagem. A pergunta motivou críticas da vítima, Emiliane Tamara Nunes Carvalho, de 24 anos, que desaprovou publicamente o enfoque do questionamento.

Em nota, a Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego) ressaltou que a apuração de eventuais maus-tratos policiais integra o protocolo padrão e obrigatório de qualquer audiência de custódia, conforme previsto no ordenamento jurídico nacional. A vítima, mantida refém sob ameaças, agressões e uso de sedativos até ser resgatada pela Companhia de Policiamento Especializado (CPE), considerou a abordagem desproporcional ao contexto de gravidade da violência sofrida.

O resgate de Emiliane ocorreu após a interceptação do suspeito em via pública pela Polícia Militar. Investigações da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) apontam que o crime foi premeditado, incluindo o aluguel de um imóvel e a adaptação do local com tapumes para impedir a fuga da vítima. Na residência, os agentes apreenderam armas, algemas, correntes e medicamentos.

A Justiça de Goiás manteve a prisão preventiva de Ailton Rodrigues de Souza, que responderá pelos crimes de sequestro, cárcere privado, estupro e lesão corporal. O inquérito policial segue sob responsabilidade da Polícia Civil de Goiás para a conclusão das diligências e remessa do caso ao Ministério Público.

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