Após primeiro turno, dólar cai abaixo de R$ 5 e Bolsa dispara

Ibovespa aproxima-se de máxima histórica impulsionado por avanço dos contratos futuros, enquanto dólar comercial registra recuo expressivo e opera abaixo do patamar de R$ 5 na abertura dos negócios.

O mercado financeiro brasileiro iniciou as operações desta segunda-feira (5) com uma reação amplamente positiva aos resultados das urnas no primeiro turno das eleições gerais. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, registrou uma valorização expressiva nos contratos futuros, acumulando ganhos que superaram os 8% e levando o indicador a negociar na faixa dos 208 mil pontos, patamar próximo ao seu recorde histórico de cotação. Paralelamente, o mercado de câmbio refletiu forte alívio dos investidores, com a moeda norte-americana apresentando recuo de aproximadamente 4,5% na abertura dos trabalhos e sendo cotada abaixo da marca de R$ 5.

A tendência de otimismo estendeu-se ao mercado de renda fixa, onde as taxas dos juros futuros registraram quedas acentuadas em diferentes vértices. O alívio nas curvas de juros foi percebido de forma mais intensa nos contratos com prazos de vencimento mais longos, sinalizando uma revisão favorável das projeções de risco fiscal e de inflação no horizonte macroeconômico por parte dos agentes financeiros.

O movimento de alta também alcançou os ativos de companhias brasileiras negociados no exterior. No pré-mercado das bolsas de Nova York, os papéis das duas principais instituições bancárias privadas do país, Itaú Unibanco e Bradesco, registraram valorizações superiores a 16%, enquanto as ações da Petrobras apresentaram avanço próximo a 10%. Outras corporações de destaque no cenário global, como a fabricante de aeronaves Embraer e o grupo financeiro Nubank, registraram expressivas elevações em seus títulos negociados no mercado internacional.

Analistas de investimentos e gestores de recursos atribuem a forte movimentação à leitura do cenário político desenhado pela apuração das urnas. A composição das bancadas eleitas para o Congresso Nacional e o rearranjo das forças políticas regionais foram interpretados pelos investidores como fatores favoráveis à manutenção da agenda econômica e de controle de gastos, desencadeando um expressivo reajuste de preços nas diversas classes de ativos ao longo do dia.

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