BRASIL – O governo federal estima um reajuste de 4,66% para aposentadorias e pensões do INSS com valores superiores ao salário mínimo, conforme números do Projeto de Lei Orçamentária Anual. Para benefícios já no piso nacional, a correção seguirá o novo valor do salário mínimo, projetado em R$ 1.631 para 2026, alta estimada em 7,45% sobre o piso atual.
A previsão usa como parâmetro a projeção da inflação e o crescimento do PIB, com limite de variação do produto interno bruto em 2,5% para o cálculo. Com a estimativa, o teto do INSS, hoje em R$ 8.157,41, poderia subir para cerca de R$ 8.537,55 em 2026. O impacto orçamentário será acompanhado pelo Ministério da Economia na formulação final do texto do orçamento.
Segundo o levantamento, atualmente 12,1 milhões de beneficiários recebem acima do piso, enquanto 28,3 milhões recebem até o salário mínimo. A correção proposta deve entrar em vigor em janeiro para quem recebe o piso, e em fevereiro para os benefícios acima do mínimo, conforme cronograma previsto por órgãos ligados à Previdência em anos anteriores.
Especialistas alertam que a projeção do Orçamento não é definitiva: o índice final usado para atualização de benefícios dependerá do INPC e de deliberações no Congresso durante a tramitação do projeto. A estimativa de aumento do salário mínimo e os reajustes do teto influenciam pagamentos de benefícios, gastos com políticas sociais e o cálculo de despesas obrigatórias da União.





