ECONOMIA – O Banco Central informou que o montante de “dinheiro esquecido” disponível para resgate alcança R$ 10,7 bilhões, valor ligado a contas bancárias encerradas, tarifas cobradas a maior e sobras de consórcios, entre outras origens financeiras registradas no sistema. O dado foi divulgado nesta terça-feira (9), e aponta que 48 milhões de pessoas ainda têm valores a receber no país.
A última fotografia consolidada de junho indicava R$ 10,56 bilhões aptos a saque, com R$ 8,03 bilhões pertencentes a pessoas físicas e R$ 2,53 bilhões a pessoas jurídicas, distribuídos entre mais de 48,2 milhões de indivíduos e 4,4 milhões de empresas. O Banco Central também reportou mais de R$ 11 bilhões já devolvidos desde a abertura do serviço.
A consulta ocorre no site oficial do Sistema de Valores a Receber, com autenticação via conta gov.br, onde aparecem a instituição responsável, a origem do crédito e as instruções de devolução. O endereço oficial é valoresareceber.bcb.gov.br, dentro do portal do Banco Central.
O resgate pode seguir duas rotas: solicitação por Pix dentro do próprio sistema, em até 12 dias úteis, ou contato direto com a instituição para combinar a forma de pagamento quando o Pix não estiver disponível. O BC reforça que o serviço é gratuito e não exige nenhum pagamento para liberação do valor.
O Banco Central habilitou a função de resgate automático para pessoas físicas, que permite autorizar recebimentos futuros sem novos pedidos, válida para quem possui chave Pix do tipo CPF e conta gov.br com nível prata ou ouro. A adesão é opcional e pode ser ativada a partir das configurações do serviço.
A fotografia de junho mostra concentração dos valores nos bancos e nas administradoras de consórcio, seguida por cooperativas e instituições de pagamento; a maior parte das quantias é de pequeno valor, até R$ 10, e cerca de 1,7% dos beneficiários têm mais de R$ 1.000 a receber. Esses números ajudam a calibrar expectativas para quem pretende consultar o sistema.
Segundo a série mensal, os saques de junho somaram R$ 318,37 milhões, com devoluções acumuladas já acima de R$ 11 bilhões desde o início do programa. O BC reforça que não há prazo para consulta ou resgate, e que o sistema permanece em atualização contínua pelas instituições financeiras.
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