ECONOMIA – A explosão nos preços das hospedagens em Belém para a COP30 causou crise diplomática, com valores equivalentes ou até superiores aos dos grandes hotéis cinco estrelas de Paris, gerando pressão inédita sobre a organização do evento.
Hospedagem para a COP30 em Belém comparada a hotéis cinco estrelas de Paris
O custo das diárias em Belém para a COP30 chega a R$ 10 mil (ou mais), em alguns casos superando os valores praticados por estabelecimentos cinco estrelas de Paris, como o Four Seasons, onde tarifas de luxo variam entre R$ 5 mil e R$ 53 mil, e até apartamentos básicos em Paris chegam a valores bem menores que aluguéis de casas comuns em Belém durante o evento.
A origem do problema está na oferta limitada frente à demanda (apenas 18 mil leitos normalmente), oportunidades de especulação e falta de regulação efetiva sobre tarifas, levando inclusive à adaptação de motéis e plataformas alternativas para tentar suprir a demanda. Isso gerou insatisfação generalizada em diversas delegações, com ameaças de boicote, pedidos formais de transferência da COP30 para outra cidade e a imposição de limites nos tamanhos das delegações.
Enquanto o governo busca soluções (como navios para hospedagem), países rejeitam reduzir suas equipes e cobram respostas do Brasil. A diferença principal é que, na maioria das cidades europeias-sede das COPs, as diárias dobram ou triplicam, mas em Belém foram multiplicadas por dez ou mais, sendo consideradas abusivas por organismos internacionais e críticos do evento.
Motéis, flats e hospedagens alternativas em Belém durante a COP30
Com a hotelaria convencional esgotada ou ofertando preços exorbitantes, organizadores e proprietários recorreram à adaptação de motéis e flats para hospedagem de delegações e diplomatas, retirando elementos ligados à temática original e repaginando suítes para acomodar o público COP. Ainda assim, muitos motéis cobram centenas de dólares por noite – valores considerados altos mesmo para os padrões internacionais, gerando desconforto para delegações representativas, que demonstram relutância diante da oferta e se queixam da escassez de opções tradicionais apropriadas.
Navios de cruzeiro como solução emergencial para hospedagem da COP30
Para conter a crise, o governo brasileiro garantiu dois navios de cruzeiro ancorados em Belém com 6 mil camas, criando uma alternativa à superlotação e tentando oferecer opções ‘mais acessíveis’. Apesar disso, mesmo as tarifas controladas superam em muitos casos o auxílio disponibilizado pela ONU aos países em desenvolvimento, mantendo a pressão internacional por soluções mais equânimes e gerando críticas à falta de planejamento na ampliação da infraestrutura hoteleira.
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