O técnico Carlo Ancelotti concedeu entrevista coletiva após a goleada da Seleção Brasileira por 6 a 2 sobre o Panamá, no Maracanã, e revelou que o desempenho da equipe — em especial dos atletas que entraram no segundo tempo — aumentou a disputa interna por vagas. Longe de lamentar, o comandante italiano celebrou o leque de opções que se abriu para a Copa do Mundo.
“O jogo do segundo tempo me coloca mais dúvidas. Isso, para mim, é bom. É importante ter dúvida positiva”, avaliou Ancelotti.
O treinador ponderou que a escalação definitiva para a estreia no Mundial ainda passará pela evolução da condição física do elenco e pela integração de pilares importantes que desfalcaram o último amistoso em solo nacional. Entre as ausências notáveis da partida estiveram os zagueiros Marquinhos e Gabriel Magalhães, além do atacante Gabriel Martinelli.
O plano tático para Neymar
O principal foco de questionamentos na coletiva girou em torno de Neymar. O camisa 10, que se recupera de uma lesão na panturrilha, teve seu posicionamento detalhado por Ancelotti para quando estiver em plenas condições de jogo:
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Fim do Neymar “extremo”: O treinador descartou categoricamente a utilização do astro aberto pelas beiradas do campo.
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Atuação por dentro: O plano da comissão técnica é dar ao jogador a função de organizar o setor ofensivo centralizado.
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Ponta ou meia-ponta: Jogando nessa faixa, ele terá total liberdade de movimentação para ditar o ritmo de criação e abastecer o ataque.
Convicção na preparação e agradecimento à torcida
Apesar do quebra-cabeça que terá para montar nos próximos dias, Ancelotti avaliou a despedida do público brasileiro de forma muito positiva, destacando a sinergia criada no estádio.
Para o comandante, o ambiente serve como uma injeção de confiança na delegação que agora embarca para os Estados Unidos. O técnico elogiou o compromisso, a boa atitude e o foco de resiliência demonstrados pelo grupo desde os primeiros dias de treino da intertemporada.






