VERSALHES, FRANÇA — O Tribunal de Apelação de Versalhes anunciou oficialmente nesta sexta-feira (19) que o lateral-direito Achraf Hakimi, titular do Paris Saint-Germain e capitão da seleção de Marrocos, será levado a julgamento na França sob a acusação de estupro. A data das audiências finais ainda não foi definida pela Justiça francesa.
A decisão encerra um longo período de investigações e recursos. O atleta de 27 anos é investigado formalmente desde fevereiro de 2023, quando uma jovem o denunciou às autoridades. Em maio deste ano, a defesa de Hakimi havia solicitado o arquivamento do processo, pedido que foi negado pelo tribunal.
Manifestações das Partes
Pouco após a divulgação do comunicado judicial, Hakimi utilizou suas redes sociais para se manifestar. O jogador, que atualmente lidera a seleção marroquina na Copa do Mundo, reiterou sua inocência e declarou que as alegações são falsas:
“Espero por este julgamento desde o primeiro dia. E o aguardo com impaciência. Finalmente, poderei falar. Optei por permanecer calado durante anos. Pensei que me manter digno, ser paciente e confiar na Justiça permitiria que fossem tomadas boas decisões.” — Achraf Hakimi, em publicação nas redes sociais.
A advogada do jogador, Fanny Colin, ressaltou que a decisão de levá-lo a tribunal não configura um veredito de culpa. Por outro lado, a advogada da denunciante, Rachel-Flore Pardo, expressou alívio com o andamento do caso após mais de três anos de trâmites legais:
“Depois de mais de três anos de luta judicial, após ter sido caluniada e arrastada para a lama pela defesa de Achraf Hakimi, para minha cliente esta decisão traz alívio e esperança.” — Rachel-Flore Pardo, advogada de acusação.
O Histórico da Denúncia
De acordo com os relatórios policiais colhidos no início das investigações, a jovem relatou ter conhecido o atleta em janeiro de 2023 por meio da rede social Instagram. Semanas depois, ela teria ido à residência do jogador, em Boulogne-Billancourt (região metropolitana de Paris), em um veículo de aplicativo contratado pelo próprio lateral.
No depoimento, a mulher afirmou que Hakimi a beijou e a tocou sem o seu consentimento, cometendo a violência sexual na sequência. O caso ganhou forte repercussão internacional por envolver um dos principais nomes do futebol africano e um dos atletas mais valorizados do elenco do PSG.






