O atacante Cristiano Ronaldo foi suspenso preventivamente pelo conselho disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) após ter deixado voluntariamente a concentração da seleção nacional durante a recente Data Fifa. A entidade instaurou um processo administrativo para avaliar a conduta do atleta, que pode ser punido com um período de afastamento variando entre um e seis meses. A decisão final dependerá da análise das circunstâncias do caso, incluindo o pedido público de desculpas apresentado pelo jogador aos torcedores portugueses.
A crise entre o capitão e a comissão técnica teve origem em um desentendimento com o treinador Jorge Jesus na partida em que Portugal venceu a Noruega por 2 a 1, válida pela Liga das Nações. Na ocasião, Ronaldo permaneceu no banco de reservas durante os 90 minutos, apesar de ter realizado o aquecimento desde o intervalo. O jogador acusou publicamente o técnico de descumprir um acordo verbal prévio no qual teria sido prometida a sua entrada em campo por ao menos 30 minutos na etapa final.
O atrito entre as partes se intensificou quando Jorge Jesus declarou publicamente que a gestão do elenco e as substituições no decorrer das partidas são prerrogativas exclusivas do treinador, rebatendo as cobranças do camisa 7. Em resposta, Ronaldo argumentou que havia uma combinação prévia sobre como a situação seria explicada à imprensa, o que também não teria sido respeitado pela comissão técnica. Cabe destacar que atleta e treinador já haviam trabalhado juntos anteriormente no futebol árabe, no clube Al-Nassr.
Caso a sanção imposta pela FPF ultrapasse o prazo de 30 dias, Cristiano Ronaldo desfalcará a Seleção Portuguesa nos confrontos decisivos do mês de novembro contra as seleções da Dinamarca e do País de Gales, também válidos pela Liga das Nações. Apesar do momento conturbado no âmbito disciplinar, o atacante descartou qualquer intenção de se aposentar da equipe nacional, reiterando o desejo de continuar defendendo Portugal assim que cumprir a penalidade estipulada pela federação.






