A ex-esposa do senador e ex-jogador de futebol Romário (PL-RJ), Mônica Santoro, entrou com um pedido na Justiça fluminense para que um apartamento na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, seja transferido diretamente para o seu nome. A solicitação ocorre em meio a uma série de cobranças judiciais e bloqueios de bens que atingem o patrimônio do parlamentar.
Romário e Mônica estão separados judicialmente desde março de 1995. Segundo a documentação apresentada à 5ª Vara de Família, ela alega que a integridade do imóvel, que lhe coube integralmente na divisão de bens do divórcio, estará ameaçada caso a transferência precise constar previamente no patrimônio comum do ex-casal antes do registro final.
O Entrave de Registro e o Risco de Bloqueios
A preocupação da ex-companheira baseia-se em decisões anteriores que regulam o processo de partilha. O temor é que a burocracia exponha o imóvel a credores do senador.
O Caminho da Disputa pelo Imóvel
├── 🏢 Localização ────────> Apartamento de alto padrão na Avenida Lúcio Costa, Barra da Tijuca
├── ⚖️ Determinação ──────> Justiça exigiu que o bem passasse primeiro pelo nome do ex-casal
└── 🛡️ Pedido de Mônica ──> Solicitação de transferência direta para evitar que entre na mira de penhoras
Além do apartamento, Mônica também requereu a emissão dos documentos necessários para registrar o condomínio de um terreno localizado no Recreio dos Bandeirantes, que, conforme o acordo de divórcio, deve permanecer sob a copropriedade de ambos. O processo de partilha corre em segredo de Justiça.
Dívida Milionária e Penhora de Ganhos na Copa do Mundo
A investida judicial de Mônica coincide com o sufocamento financeiro enfrentado por Romário em outra esfera da Justiça. O senador responde a uma ação de cumprimento de sentença por quebra de contrato com a empresa Koncretize Projetos e Obras Ltda., cujo montante atualizado atinge R$ 32,4 milhões.
Essa disputa judicial provocou uma série de medidas restritivas severas contra o patrimônio do ex-atleta:
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Bloqueio de Recebíveis: A 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca determinou recentemente a penhora de valores que Romário tenha a receber da CazéTV por sua atuação como comentarista nas transmissões da Copa do Mundo de 2026.
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Bens Retidos: O processo já resultou na penhora de outro imóvel, de uma lancha e de um veículo Porsche, além de bloqueios via sistema Renajud sobre um Audi e um Peugeot vinculados ao senador.
A Origem do Rombo Financeiro
A longa disputa judicial teve início por conta de um antigo empreendimento do parlamentar, o Café Onze Bar, fechado em 2011. Romário havia contratado a Koncretize para gerenciar o estacionamento do local, que utilizava elevadores de veículos.
Após o encerramento das atividades do bar, iniciou-se um impasse sobre a retirada dos equipamentos. Embora Romário tenha assinado um termo de confissão de dívida na época, no valor aproximado de R$ 1,5 milhão, a construtora alegou o descumprimento do acordo. Ao longo de 25 anos, a aplicação de juros, correções monetárias e multas elevou o débito original para a atual cobrança de mais de R$ 32 milhões.






