Saiba o que acontece em caso de empate em Brasil x Japão

Com o fantasma da eliminação precoce rondando Houston, regulamento da Fifa prevê tempo extra de 30 minutos e substituição bônus antes da temida loteria das penalidades
Brasil - Alemanha

 

HOUSTON, EUA — O regulamento da Copa do Mundo nunca foi tão dramático para o torcedor brasileiro. Com o gol de Kaishu Sano colocando o Japão em vantagem no primeiro tempo, acendeu-se o sinal de alerta máximo no Estádio NRG. Por se tratar da fase de 16avos de final — o temido mata-mata —, a partida desta segunda-feira (29 de junho de 2026) precisa, obrigatoriamente, de um vencedor. Não há espaço para o empate: ou o Brasil busca a reação, ou arruma as malas mais cedo.

Caso a Seleção Brasileira consiga alcançar o empate até o apito final dos 90 minutos regulamentares, o confronto será arrastado para a temida prorrogação. Serão disputados dois tempos de 15 minutos cada, sem intervalo entre eles, totalizando 30 minutos extras de pura tensão na busca por uma vaga nas oitavas de final.

Substituição Extra: O Trunfo de Ancelotti no Desgaste Físico

Para tentar oxigenar o time e sobreviver ao calor e ao desgaste físico extremo de uma prorrogação de 120 minutos, o técnico Carlo Ancelotti poderá usar uma arma estratégica garantida pela Fifa: a substituição bônus.

Se o Brasil não tiver queimado todas as suas cinco alterações permitidas no tempo normal, as trocas restantes são cumulativas. Isso significa que, se Ancelotti fizer quatro substituições nos 90 minutos, ele terá direito a realizar mais duas ao longo do tempo extra para tentar furar a retranca japonesa.

A Roleta Russa dos Pênaltis: O Cenário de Terror

Se nem os 30 minutos de prorrogação forem suficientes para desempatar o placar em Houston, a decisão será empurrada para a loteria da disputa por pênaltis. O formato segue a tradicional série inicial de cinco cobranças alternadas para cada país.

Caso a igualdade persista após os cinco primeiros batedores, o confronto entra no cruel sistema de morte súbita: a primeira seleção que desperdiçar a cobrança dá o adeus definitivo ao Mundial, enquanto a que converter avança. Todos os atletas em campo — inclusive o goleiro Alisson — precisam bater antes que qualquer jogador possa repetir a cobrança. Quem sobreviver a esse teste para cardíaco carimba o passaporte para enfrentar o vencedor de Costa do Marfim e Noruega nas oitavas de final.

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