VEJA VÍDEO: Avião cai com fortes ventos durante Tempestade

Tempestade Martinho causa destruição em Lisboa com ventos de 120 km/h; governo mobiliza equipes e debate prevenção climática.
Foto: Reprodução

MUNDO – Lisboa, capital de Portugal, enfrentou nesta quinta-feira (20/3) os efeitos devastadores da tempestade Martinho, que atingiu a cidade com ventos de mais de 120 km/h. O fenômeno climático causou danos significativos, incluindo a queda de árvores, interrupção de serviços públicos e até o tombamento de três aviões no aeródromo de Tires. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil registrou 4,2 mil ocorrências relacionadas à tempestade, mas, felizmente, não houve feridos graves.

Impactos e respostas do governo

A tempestade, que começou nas primeiras horas da madrugada, deixou um rastro de destruição pela cidade. Os ventos fortes viraram três aviões de pequeno porte no aeródromo de Tires, dois deles pertencentes a uma escola de aviação e um particular. As aeronaves, que pesam até duas toneladas, estavam devidamente estacionadas e sem passageiros no momento do incidente. Imagens compartilhadas por moradores mostram o momento em que uma das aeronaves é levantada e tombada pela força dos ventos.

Além dos danos no aeródromo, a tempestade derrubou árvores em várias partes da cidade, algumas delas caindo sobre carros e vias públicas. A queda de uma árvore na linha ferroviária de Cascais interrompeu o funcionamento de uma das principais rotas de trem da região metropolitana, causando transtornos para milhares de passageiros. O maquinista de um trem ficou levemente ferido, mas não há registros de vítimas graves.

A prefeitura de Lisboa emitiu um comunicado informando que seis pessoas ficaram feridas, todas sem gravidade, e que equipes de emergência estão trabalhando para normalizar a situação. O governo local mobilizou recursos para limpar vias, remover árvores caídas e restabelecer os serviços afetados.

Repercussão política e medidas de prevenção

A tempestade Martinho trouxe à tona discussões sobre a preparação da cidade para eventos climáticos extremos, que têm se tornado mais frequentes devido às mudanças climáticas. Autoridades locais e nacionais foram pressionadas a reforçar medidas de prevenção e resposta a desastres naturais, especialmente em áreas urbanas densamente povoadas como Lisboa.

O ministro da Administração Interna, em declaração à imprensa, destacou a importância de investimentos em infraestrutura resiliente e sistemas de alerta precoce. “Eventos como a tempestade Martinho são um alerta para a necessidade de adaptarmos nossas cidades aos desafios climáticos. Estamos trabalhando para fortalecer a capacidade de resposta e proteger a população”, afirmou.

Enquanto isso, a oposição criticou a demora na resposta inicial e a falta de manutenção preventiva em áreas de risco. “É inaceitável que árvores antigas e estruturas frágeis não tenham sido inspecionadas antes da tempestade. Precisamos de ações concretas, não apenas discursos”, declarou um deputado da oposição.

A prefeitura de Lisboa prometeu uma revisão completa dos protocolos de emergência e a realização de inspeções nas áreas mais afetadas. Além disso, o governo nacional anunciou a liberação de fundos emergenciais para ajudar na recuperação dos danos causados pela tempestade.

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