O cantor americano D4vd se declarou inocente das acusações de assassinato em primeiro grau da adolescente Celeste Rivas Hernandez, de 14 anos, em audiência realizada na segunda-feira (20), em Los Angeles, nos Estados Unidos. A defesa do artista, cujo nome legal é David Anthony Burke, também negou as demais acusações ligadas ao caso, enquanto a promotoria sustenta que há agravantes que podem levar à prisão perpétua e, eventualmente, à pena de morte.
Segundo os promotores, Celeste teria sido testemunha em um inquérito sobre suposta má conduta sexual envolvendo Burke, e o crime teria ocorrido para impedir que ela denunciasse o caso. A acusação também aponta emboscada, motivação financeira e assassinato de testemunha como circunstâncias agravantes.
O corpo da adolescente foi encontrado em 8 de setembro de 2025 dentro do porta-malas de um Tesla Model Y registrado em nome do cantor, após a polícia atender a uma denúncia de odor forte vindo de um veículo abandonado em Hollywood Hills. Documentos judiciais indicam que o corpo estava envolto em plástico e apresentava sinais de desmembramento, com partes como braços e pernas separadas em bolsas dentro do carro.
As autoridades afirmam que Celeste desapareceu depois de sair de casa em Lake Elsinore, na Califórnia, e que esteve na residência de Burke em abril de 2025, sem ser vista novamente desde então. A defesa insiste que as evidências vão mostrar que o cantor não matou a adolescente nem foi o responsável pela morte dela.
Burke permanece preso e sem direito à fiança. Se condenado, pode receber prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, e a promotoria ainda avalia pedir a pena de morte.
Antes de o caso vir à tona, D4vd vivia o auge da carreira, com músicas como “Here With Me” e “Romantic Homicide”, ambas com mais de um bilhão de reproduções no Spotify, além do álbum “Withered”, lançado em 2025, e de apresentações recentes, incluindo participação no festival Coachella. Após o avanço das investigações, ele foi dispensado pela gravadora Interscope.





