Caso Daniel Alves: Defesa busca indenização por tempo de prisão após absolvição

Ex-lateral da Seleção foi inocentado pelo Tribunal Superior da Catalunha após 14 meses de prisão preventiva
(Foto: Reprodução/Instagram/@danialves)

MUNDO – A defesa do ex-jogador Daniel Alves anunciou que buscará indenização pelo tempo em que ele ficou preso preventivamente — 14 meses — antes de ser absolvido pelo Tribunal Superior de Justiça da Catalunha. O ex-lateral foi acusado de estupro por uma jovem de 23 anos após um incidente em uma boate de Barcelona em dezembro de 2022, mas a Justiça espanhola considerou insuficientes as provas para mantê-lo condenado.

Em entrevista ao Fantástico, a advogada brasileira do atleta, Graciele Queiroz, afirmou: “Ele passou um ano e quatro meses preso por um crime que não cometeu. Então, cabe recurso, cabe sim [a indenização].”

Daniel Alves foi inicialmente condenado em fevereiro de 2024 a quatro anos e meio de prisão. A acusação sustentava que ele havia violentado a jovem no banheiro da boate Sutton, na madrugada de 31 de dezembro de 2022. A vítima manteve a versão de que a relação sexual foi não consensual, enquanto o jogador apresentou cinco depoimentos diferentes — inicialmente negando conhecê-la e, por fim, admitindo o ato, mas alegando consentimento.

A decisão judicial

O tribunal, composto por quatro juízes (três mulheres e um homem), decidiu por unanimidade que o relato da acusada tinha lacunas e inconsistências, não sendo suficiente para condenar Alves além de qualquer dúvida razoável. A corte também rejeitou os recursos da promotoria, que pedia pena de 9 a 12 anos.

A absolvição surpreendeu a defesa da vítima. Ester García, advogada da jovem, declarou: “Minha cliente está muito desapontada. De alguma forma, foi como se ela tivesse voltado ao banheiro onde tudo aconteceu.”

Liberdade condicional e fiança

Daniel Alves passou a responder ao processo em liberdade em março de 2024, após pagar uma fiança de R$ 5,4 milhões. Agora, sua defesa avalia ações legais para compensar o tempo que ele ficou preso antes da decisão final.

A Justiça espanhola não se pronunciou sobre o pedido de indenização, que deve ser analisado em um novo processo.

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