Como pornografia afeta o cérebro e o comportamento, segundo pesquisadores

Pesquisas apontam que, em alguns casos, o uso excessivo de pornografia se associa a dificuldades em relações afetivas

CIÊNCIA – Estudos citados por especialistas indicam que o consumo frequente de pornografia ativa circuitos de recompensa no cérebro semelhantes aos acionados por outros comportamentos viciantes, como jogos de azar ou uso compulsivo de redes sociais. Imagens de conteúdo sexual explícito liberam dopamina em áreas relacionadas a prazer e motivação, o que pode incentivar buscas repetidas por estímulos mais intensos.

Pesquisas apontam que, em alguns casos, o uso excessivo de pornografia se associa a dificuldades em relações afetivas, queda de interesse por interações sexuais reais, alterações de expectativas sobre o corpo e o desempenho e aumento de comportamentos compulsivos. Profissionais de saúde mental relatam que parte dos jovens atendidos descreve dificuldade para sentir excitação em situações concretas sem recorrer a vídeos ou fantasias alimentadas por conteúdo online.

Neurocientistas explicam que o cérebro é plástico e se adapta aos estímulos recebidos com frequência. Com o tempo, o consumo exagerado pode levar a uma espécie de “dessensibilização”, em que o indivíduo busca material cada vez mais explícito para atingir o mesmo nível de excitação, padrão observado também em outros tipos de vício comportamental. Em casos em que o uso causa sofrimento, prejuízo em relacionamentos, estudo, trabalho ou controle da própria rotina, recomenda-se procurar psicoterapia e, se necessário, avaliação médica especializada.

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