‘Dia de morte’: ataque a bomba e queda de helicóptero deixam mortos na Colômbia

Oposição aponta deterioração da segurança; país vive aumento da violência desde janeiro. Recompensa oferece R$ 545 mil por informações que levem aos autores dos ataques.

COLÔMBIA – Ataques violentos abalaram a Colômbia na quinta-feira (21). Um ataque com explosivos atingiu a cidade de Cali, no Departamento do Vale do Cauca, enquanto um helicóptero da polícia foi abatido em Amalfi, Antioquia. Segundo autoridades locais, pelo menos seis civis morreram em Cali. Outros doze policiais morreram no incidente com o helicóptero. O balanço de feridos chega a pelo menos 65 pessoas na capital do Vale do Cauca.

O presidente Gustavo Petro relacionou ambos os ataques a dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Em mensagens publicadas na rede social X (antigo Twitter), Petro citou a ação terrorista em Cali como reação após operações contra a coluna Carlos Patiño e vinculou o ataque ao helicóptero à Frente 36 do Estado-Maior Central (EMC). Nenhum grupo armado reivindicou oficialmente a autoria dos atentados até o momento.

O ataque em Cali, realizado com cilindros-bomba, teve como alvo a base aérea Marco Fidel Suárez. Testemunhas relataram explosões próximas à base militar, muitos feridos e danos a residências. As autoridades evacuaram prédios, fecharam ruas e buscaram explosivos em outros veículos na região. O prefeito Alejandro Eder anunciou recompensa de até 400 milhões de pesos (cerca de R$ 545 mil) para informações que levem à identificação dos responsáveis.

No ataque em Amalfi, o helicóptero da polícia foi abatido por drones enquanto apoiava operações de erradicação manual de plantações ilícitas. O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, e o presidente Petro atribuíram a ação a dissidentes das Farc e ao EGC. As vítimas, segundo a polícia, participavam de tarefas de combate ao crime organizado.

A Colômbia vive um momento de turbulência e aumento da violência desde o início de 2025, com confrontos entre grupos armados por controle territorial, crise humanitária em Catatumbo e o assassinato do senador Miguel Uribe Turbay em junho, primeiro homicídio de um líder político em três décadas no país.

A oposição, incluindo o partido Centro Democrático e o Partido Liberal, critica fortemente a política de “paz total” do governo Petro, alegando fracasso na tentativa de redução da violência. Citam deterioração da segurança pública e questionam o diálogo e a conciliação com facções armadas. Petro, por sua vez, defende que os índices de homicídio caíram em relação a décadas anteriores. A discussão sobre segurança domina o cenário político colombiano, a menos de um ano das eleições presidenciais.

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