MUNDO – Pesquisa com 51 mil nascimentos em Israel associa hipotireoidismo não tratado ao longo da gravidez a maior risco de transtorno do espectro autista (TEA) nos filhos. O risco aumenta com a duração do desequilíbrio hormonal materno. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (11), na revista The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.
O estudo acompanhou crianças nascidas até 2021. Hipotireoidismo crônico combinado com hipotireoidismo gestacional elevou o risco em mais de duas vezes. Um trimestre sem tratamento associou-se a 69% de risco maior. Dois trimestres ligaram-se a 139% maior. Três trimestres indicaram 225% de risco maior.
Hipotireoidismo crônico isolado não mostrou associação significativa com TEA. Mulheres com essa condição geralmente tratavam a doença antes da gestação. O monitoramento rotineiro da tireoide na gravidez permite correção precoce dos níveis hormonais.
Os hormônios tireoidianos influenciam o neurodesenvolvimento fetal. Desequilíbrios persistentes podem afetar essa formação. Os autores recomendam exames regulares durante os trimestres para identificar e tratar alterações.






