O ex-saltador ornamental britânico Freddie Woodward, que representou o Reino Unido nos Jogos Olímpicos Rio 2016, relatou publicamente sua trajetória de superação contra o consumo compulsivo de conteúdos adultos. Em depoimento prestado à imprensa, o ex-atleta detalhou como a dependência começou na juventude de forma sutil e se intensificou ao longo do período em que integrava a elite do esporte de rendimento.
Segundo Woodward, o hábito afetou progressivamente sua produtividade, foco e controle emocional, atingindo um ponto crítico em 2017, após o vazamento não consentido de arquivos pessoais na internet. O episódio motivou uma busca por apoio psicológico e práticas de meditação que o levaram a interromper o consumo diário do material. Atualmente há dois anos em recuperação, o ex-atleta atua no suporte a outros esportistas e jovens que enfrentam dependências semelhantes.
Especialistas e psicoterapeutas pontuam que, embora o uso de conteúdos adultos não seja classificado isoladamente como vício pela Organização Mundial da Saúde — sendo enquadrado no Transtorno de Comportamento Sexual Compulsivo —, rotinas de alta pressão, isolamento em viagens e exigência por controle físico rígido podem tornar atletas profissionais vulneráveis ao uso compulsivo como mecanismo de alívio de estresse.






