MUNDO – Um homem ateou fogo à estátua de Cristiano Ronaldo instalada em frente ao Museu CR7, em Funchal, em ato registrado em vídeo e publicado nas redes sociais com uma mensagem direcionada ao jogador. O autor do incêndio aparece nas imagens ao despejar um líquido inflamável sobre a base da escultura, acender o fogo e permanecer diante da peça enquanto as chamas se espalham. O caso aconteceu nesta terça-feira (20), na Avenida do Mar, área de grande circulação de moradores e turistas na capital da Ilha da Madeira, em Portugal.
O vídeo mostra o homem ao se posicionar diante da estátua e ao regar a estrutura com combustível antes de acionar um isqueiro para iniciar o fogo. Em seguida, ele liga uma caixa de som, toca música e faz gestos em direção à imagem de Cristiano Ronaldo, em frente ao museu dedicado ao jogador. Na publicação em rede social, o autor marcou o perfil oficial do atleta e escreveu que aquele seria “o último aviso de Deus”, frase usada como legenda do registro.
A estátua integra o conjunto de símbolos ligados à trajetória de Cristiano Ronaldo em Funchal e fica em ponto associado à promoção turística da Madeira. As chamas atingiram principalmente a base da escultura, e ainda não há detalhamento oficial sobre a extensão dos danos provocados pelo fogo ou necessidade de restauração da peça. O local seguia como área de visitação e registro fotográfico para fãs e visitantes no momento em que o vídeo passou a circular.
As autoridades portuguesas passaram a tratar o episódio como crime de dano ao patrimônio e iniciaram procedimentos para identificar o responsável pelo ato de vandalismo. A Polícia de Segurança Pública (PSP) da Madeira informou que atua na apuração do caso e no cumprimento dos trâmites legais previstos para esse tipo de ocorrência. A administração do Museu CR7 comunicou que o fato está sob responsabilidade da polícia e que aguarda as medidas cabíveis.
Em atualização posterior, veículos da imprensa local divulgaram que o homem foi detido pela PSP e encaminhado para avaliação em clínica psiquiátrica. A polícia deve usar o vídeo e a publicação nas redes como elementos de prova para confirmar autoria, circunstâncias do ato e eventual motivação declarada pelo suspeito. A repercussão do registro gerou manifestações contrárias ao comportamento do autor, com comentários que pedem responsabilização pelo dano à estátua considerada símbolo da cidade.





