Mulher de 62 anos dá à luz pela primeira vez na vida, após a menopausa, e bate recorde na Argentina

 Residente da província de Buenos Aires engravidou com o auxílio de doação de óvulos e terapia com células-tronco, registrando caso inédito na medicina reprodutiva do país.
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Uma mulher de 62 anos, identificada como Mabel, deu à luz seu primeiro filho na quarta-feira (12), no Hospital San Felipe, localizado no município de San Nicolás de los Arroyos, província de Buenos Aires. O recém-nascido, chamado David, nasceu de parto cesárea pesando 2,75 kg. O nascimento é considerado um marco na Argentina, já que não há registros públicos ou oficiais no país de mulheres que tenham se tornado mães em idade equivalente ou superior.

A gestação foi viabilizada por meio do procedimento de fertilização in vitro (FIV) com a utilização de óvulos doados, além do acompanhamento de uma terapia celular regenerativa biológica que empregou células-tronco da própria paciente. Mesmo após ter entrado na menopausa anos antes, a mãe obteve sucesso na fixação do embrião logo na primeira tentativa do tratamento reprodutivo.

Acompanhamento médico e estado de saúde

Apesar da idade avançada para uma gestação, a equipe médica responsável informou que o período pré-natal transcorreu sem intercorrências clínicas graves:

  • Evolução da gravidez: A obstetra responsável pelo parto, Romina Ruffini, destacou que a paciente apresentou boa resposta física e seguiu rigorosamente os protocolos médicos recomendados.

  • Cuidados pós-parto: Logo após o nascimento, o bebê foi encaminhado para acompanhamento temporário na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital San Felipe para monitoramento preventivo de rotina, apresentando quadro de saúde estável.

  • Condição materna: A paciente ressaltou que exames prévios comprovaram a saúde uterina adequada para levar a gestação até o momento do parto, reforçando o papel dos avanços da medicina reprodutiva.

Contexto e registros de maternidade tardia

A imprensa argentina aponta que o país não possui um cadastro nacional centralizado que estruture os nascimentos por faixa etária materna de forma histórica, inviabilizando a homologação formal de um recorde nacional. Contudo, médicos do setor confirmam a ausência de precedentes similares na literatura médica argentina.

O caso junta-se a registros internacionais de maternidade após os 60 anos, como os ocorridos na Romênia (mãe aos 66 anos, em 2005), na Espanha (gêmeos gerados aos 66 anos, em 2006) e no Brasil, onde o registro de maior idade pertence a uma mulher de Belo Horizonte (MG) que deu à luz aos 64 anos, em 2018.

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